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Mastologista, Mamografia e dicas para prevenir o câncer

Hoje é o Dia do Mastologista, médico especializado na saúde e doenças das mamas, em especial o câncer. Recomenda-se visitar anualmente este profissional e realizar a mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. Este exame é importante para a detecção precoce do câncer de mama, e por isso, hoje também é marcado como o Dia Nacional da Mamografia.

Pensando no autocuidado, na saúde e bons hábitos preparamos algumas dicas de prevenção para você. Confira:

1. Conheça o seu corpo 

Não esqueça de fazer os exames de mamografia regularmente a partir dos 40 anos!

O câncer de mama tem 90% de chances de cura se diagnosticado precocemente 

2. Vá ao médico periodicamente

As mulheres devem realizar exame preventivo ginecológico (papanicolau) a partir dos 21 anos, a cada 2 a 3 anos (se tudo estiver normal), e mamografia uma vez por ano, a partir dos 40 anos. A partir dos 50 anos, homens e mulheres devem fazer exames de rastreamento para o câncer de intestino. Os homens entre 50 e 70 anos devem conversar com seus médicos sobre os riscos e benefícios do rastreamento do câncer de próstata. 

90% das mulheres com câncer de mama não têm histórico familiar – quem tem histórico familiar deve redobrar os cuidados! 

3. Controle de peso e alimentação saudável 

Faça exercícios por pelo menos 30 minutos todos os dias. Troque o elevador pelas escadas, leve o cachorro para passear, cuide do jardim, varra a casa, caminhe, dance!

Evite o consumo excessivo de carne vermelha, sal e açúcar, faça pequenas refeições ao longo do dia, mastigue bem e lentamente.

Tenha uma alimentação rica em hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.

Evite comer alimentos processados.

4. Não fume!

O cigarro libera no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, inaladas por fumantes e não fumantes

5. Cuidado com o amado SOL

Evite a exposição ao sol, principalmente no horário das 10h às 16 horas. Use chapéu e protetor solar, inclusive nos lábios.

6. Cuide do seu sorriso

Cuidar do seu sorriso é cuidar da mente, do corpo e da saúde. Realize diariamente a higiene bucal – Capriche na escovação dos dentes, língua e gengivas, e não deixe de consultar o dentista regularmente

7. Amamente

O aleitamento materno é a primeira alimentação saudável. A amamentação exclusiva até os seis meses de vida protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil ​ 

8. Evite bebidas alcoólicas

A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas está ligada a um risco maior de câncer de mama, prejudica a memória e aumenta a incidência de doenças hepáticas.

9. Vacine-se

Vacine-se contra a hepatite B: pessoas que apresentam infecções crônicas com o vírus da hepatite B possuem maior chance de desenvolver o câncer de fígado. Por isso, é recomendado tomar a vacina, que tem o objetivo de prevenir a infecção do vírus e, consequentemente, reduzir o risco do câncer de fígado.

Vacinas contra HPV são indicadas para meninas e meninos e disponíveis no SUS. Apesar de vacinados, na vida adulta devem realizar exames preventivos. 

05 de Fevereiro Dia do Mastologista e Dia Nacional da Mamografia

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Câncer de mama é o mais comum do mundo

Cats, nesta terça-feira (02) foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde que o câncer de mama tornou-se a forma mais comum da doença.
É a primeira vez que este tipo de câncer possui maior ocorrência global, já que nas últimas décadas, o câncer de pulmão foi considerado o mais comum no mundo. Agora, esse tipo de câncer fica atrás do câncer de mama e na frente do de coloretal.

Segundo o especialista em câncer da OMS, Andre Ilbawi, a obesidade é um fator de risco comum ao câncer de mama e está entre os fatores que levaram ao aumento de casos da doença.

Com o crescimento da população global e o aumento da expectativa de vida, o câncer deverá se tornar ainda mais comum e deve chegar a 30 milhões de novos casos por ano em 2040. Em 2020, o número de casos registrados foi de 19,3 milhões.

No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum em mulheres. Segundo a estimativa da Fundação do Câncer, com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), em 2020 houve uma redução de 84% no número de mamografias realizadas no país, em comparação com 2019.

Quando descoberto em estágio inicial, o câncer de mama tem 90% de chance de cura e uma das formas mais eficaz de detectar a doença é através da mamografia, que deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos.

Fonte: Jornal O Globo

Amanhã, 04 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer convidamos todos os pacientes e população em geral a unir esforços na conscientização e importância da prevenção e controle do câncer, por meio da adoção de hábitos saudáveis e cuidados gerais com a saúde.

O IQeB e o Banco de Lenços Flavia Flores apoia a Campanha #Vádelenço realizada pela Abrale.

Participe você também e se amarre nesta causa!

Na foto de @nheiniger, a Cat Taluana Jamel @pitadapositiva

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Brasil é líder no ranking mundial de casos de Câncer de Pele

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no mundo. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil lidera as estatísticas com cerca de 30% da população com a doença, mais de 180 mil novos casos todo ano.

Porém, é preciso ressaltar que, segundo o Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer (World Cancer Research Fund International), os números citados acima não são tão precisos, pois o não melanoma nem sempre entra nas estimativas mundiais.

Para conscientizar a população para os riscos da doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou a campanha do Dezembro Laranja. Mas, os cuidados com este tipo de câncer devem permanecer ao longo de todo o ano. Pensando nisso, a dermatologista e membro da SBD, Dra. Nádia Bavoso, deu algumas dicas essenciais para o combate.

“Somos um país tropical, com temperaturas agradáveis para atividades ao ar livre na maior parte do ano e com um litoral enorme, o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de câncer que é bem silencioso. Além disso, temos uma cultura de que o corpo bronzeado é mais atraente, o que acaba potencializando os riscos da exposição solar inadequada”, explica a Dermatologista e membro da SBD, Dra. Nádia Bavoso.

“A pele é o maior órgão do corpo humano e que não fica 100% coberta. Agora, imagine poucos minutos por dia de exposição à radiação ao longo de 30 anos. Por isso, o uso do protetor solar é obrigatório para todo mundo, todos os dias, sem exceção. Essa é a forma mais eficaz de prevenir todos os tipos de câncer de pele”, afirma a médica.

Tipos de câncer de pele – podemos dividir em não melanoma, que são a maioria, e melanoma, o mais agressivo. Todos eles podem, se diagnosticados de forma precoce, ter grandes chances de cura. Por isso, é importante consultar frequentemente um dermatologista.

  • Carcinoma basocelular (não melanoma): tipo mais comum da doença, com evolução lenta de ferida ou nódulo;
  • Carcinoma espinocelular (não melanoma): assim como o basocelular, também surge por meio de uma verruga na face ou crosta sobre uma cicatriz, principalmente as decorrentes de queimadura. É considerado o tipo mais grave do não melanoma já que apresenta chance de metástase;
  • Melanoma: apesar de ser o mais agressivo, é também o tipo mais raro. A sua característica principal são pintas irregulares, com crescimento progressivo e alteração de formato, cor e textura.

Como se prevenir

  • Protetor solar: item indispensável e que deve ser usado todos os dias, até mesmo em regiões que não ficam expostas. Tanto as peles claras como as negras devem investir em fatores altos, nunca abaixo de 30. É sempre interessante conferir se o produto escolhido é resistente à água, principalmente em situações de praia e piscina. Quanto mais clara a pele e mais manchas, maior deve ser a proteção. Ah!, e não esqueça de passar nas orelhas e pés, regiões que não damos tanta importância, mas recebe radiação do mesmo jeito;
  • Sol apenas em horários específicos: sol faz muito bem para a saúde se “consumido” com responsabilidade. Antes das 10h e depois das 16h, pode ser tomado no dorso das pernas ou nas costas durante 15 minutos, o que garante a produção de vitamina D diária necessária para a maioria dos adultos. Mas sempre é interessante uma avaliação multidisciplinar com um Endocrinologista, pois a quantidade necessária de sol pode variar conforme cor da pele, peso e idade; 
  • Chapéu e óculos de sol: mesmo não ficando exposto diretamente ao sol proibido, o couro cabeludo é muito sensível e mais difícil de receber o protetor solar, por isso, use e abuse de chapéus ou bonés. A pele da região dos olhos também é bem sensível e quanto mais protegida, melhor. Use e abuse do óculos de sol também;
  • Roupas especiais para proteção solar mecânica: vai para a piscina, praia ou passear de barco? Use roupas especiais com proteção UV por cima do protetor. #ficaadica: ao lavar esse tipo de roupa, nunca use amaciante, pois o produto pode retirar a proteção;

“Mesmo com todos os cuidados, se perceber manchas, nódulos irregulares ou se tiver sangramento nas pintas, procure um Dermatologista imediatamente. E se você tem casos de câncer de pele na família, recomendo fazer um mapeamento das pintas a cada seis meses”, explica Dra. Nádia.

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Episódios de câncer relacionados ao trabalho

“Temos uma quantidade expressiva de agentes carcinogênicos e muitas dessas substâncias podem ser encontradas no ambiente de trabalho”, resume o médico Alfredo Scaff, consultor da Fundação do Câncer, no RJ.

Se o contato com os composto for esporádico, o perigo é pequeno. Porém, ao se submeter a anos de exposição sem qualquer tipo de proteção aumenta muito a probabilidade de o trabalhador desenvolver câncer.

Um dos elementos dessa lista é o benzeno. Dessa forma, a exposição frequente a esse agente está ligada a cânceres no sangue, como a leucemia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), pessoas que trabalham na siderurgia, na produção de tintas, na fabricação de plástico, na indústria de borracha (com pneus e outros produtos) e como frentistas em postos de gasolina estão especialmente sujeitas à convivência com o benzeno.

Mas, não somente os composto químicos merecem destaques, já que os físicos devem ser vistos com cautela também. Um exemplo é a alta exposição solar típica de certos empregos (agricultores, carteiros, treinadores de corrida de rua). Afinal, está mais do que comprovado que a radiação ultravioleta dispara processos que culminam em câncer de pele.

Por que o assunto é urgente

Cerca de 10% dos tumores malignos têm como pano de fundo os tais carcinogênicos ocupacionais. É muita coisa. “Se as empresas seguirem as normas que já existem, seria um grande passo para a proteção da saúde do trabalhador”, analisa Scaff.

Nas atividades realmente insalubres, deve ocorrer a maior automação possível e o uso de equipamentos que distanciem o funcionário da principal fonte de contaminação.

“Outra medida importante é banir determinados produtos cancerígenos do processo industrial”, adiciona.

Isso aconteceu recentemente por aqui com o asbesto (ou amianto), uma fibra demandada em diferentes produtos da construção civil — telhas, caixas d´água e por aí vai — e que foi muito explorada comercialmente no Brasil.

Além disso, a empresa precisa empoderar o colaborador com informação. “Ele tem que saber onde está trabalhando, quais os processos em que está envolvido, quais equipamentos deve usar e quais os produtos que está manipulando”, enumera Scaff.

Fonte: VEJA Saúde

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Dia Nacional de Combate ao Câncer

Vacinação – Fake News – Prevenção – Oncologia

Na última década, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram queda de, pelo menos, 14% na cobertura vacinal no Brasil. Após o início da pandemia, esses números são ainda mais expressivos, principalmente devido ao impacto da propagação de fake news.

Para combater a desinformação, Dr. Sandro Cavallero, diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Coordenador do Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central, defende que todas as condutas médicas devem ser baseadas na ciência e nas pesquisas clínicas. “Infelizmente, por conta do alastramento da desinformação por grandes lideranças, parte da população ficou no escuro, sem saber no que acreditar. Com isso, no meio de uma crise de saúde global, tivemos também uma crise política, ampliando o cenário de incertezas”, comenta.

A crescente disseminação de fake news impactou a confiança da população em vacinação, principalmente em torno dos testes realizados para a vacina contra o coronavírus. Para Dr. Cavallero, as notícias falsas se disseminaram tanto quanto, ou talvez até mais, que o próprio vírus. “Não só os médicos, mas todo cidadão, tem como dever o combate às fake news. Disseminá-las é grave em todos os aspectos, desde moral e ético até gerar riscos para a saúde da população”.

Foi por meio das vacinas que o Brasil erradicou diversas doenças, entre elas a poliomielite e a varíola. “A erradicação seria possível, também, com o câncer do colo de útero, em que 90% dos casos são causados pelo vírus HPV, se a vacina fosse mais divulgada e tivesse maior adesão de meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos, o que já é realidade em outros países”, acrescenta Dr. Cavallero.

Em relação ao câncer, existem dois pontos importantes: as vacinas para tratar o câncer, criadas com o intuito de atuar contra a doença já existente, mas que ainda são experimentais; e também as vacinas para prevenir o câncer, como é o caso da própria vacina anti-HPV e, também, as vacinas contra a hepatite B e C, que são responsáveis pelo desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado em pacientes crônicos. Ou seja, todas essas doenças também podem ser prevenidas.

Por outro lado, ainda de acordo com o diretor da SBOC, é um desafio muito grande vacinar a população por completo. “Existe uma demanda estratégica e logística para que consigamos atingir o sucesso nacional. O Ministério tem um programa respeitável, que perde força nesse cenário. Nosso papel é continuar educando que todas as vacinas são seguras, com eficácia comprovada e não causam disfunções cerebrais, como demência, epilepsia, Alzheimer, autismo ou outras consequências.”

Pacientes oncológicos podem (e devem) tomar vacinas, mas levando em consideração as orientações médicas. “Se a imunidade do paciente estiver baixa, seja por conta da própria doença ou pelo tratamento quimioterápico, não é aconselhado tomar as que chamamos de vacinas de vírus vivo, como as de febre amarela, catapora e sarampo, por exemplo. Já as vacinas de vírus não vivo, como a da gripe e, em breve, a do coronavírus, que possuem a função de aumentar a imunidade do paciente, não há contraindicação. Uma das vacinas mais recomendadas para os pacientes de câncer é a pneumocócica, contra pneumonia e meningite, mas que, infelizmente, é pouco divulgada”, completa Dr. Cavallero.

A mensagem da SBOC para aqueles que não acreditam nas vacinas é para que confiem na ciência, pois é possível deter doenças altamente contagiosas através da vacinação. A entidade sempre defendeu com afinco a importância do incentivo às pesquisas clínicas, além de ter como compromisso disseminar informações de qualidade e que sigam protocolos baseados em evidências científicas, como meio de educar a população. Afinal, quanto mais a população souber a respeito, maior a mobilização para que mudanças sejam concretizadas.

A SBOC mantém orientações atualizadas sobre vacinação em seu site e determinou metas e estratégias para incentivar a vacinação anti-HPV e erradicar o câncer de colo de útero, alinhadas à campanha global lançada recentemente pela OMS e adaptadas para a realidade do Brasil. São elas atingir 90% de cobertura vacinal em meninas e meninos, 70% de rastreamento da doença e 90% de acesso a diagnóstico e tratamento precoce, até 2030.

Atualmente, o Brasil atinge 70% de cobertura vacinal na primeira dose e menos de 50% na segunda; apenas 25% de rastreamento da doença; e 50% de mulheres que têm dificuldade no acesso ao tratamento. A SBOC acredita que com a união de forças das sociedades de saúde na conscientização da população, na divulgação de programas de vacinação, no aprimoramento e atualização dos exames de rotina e no aumento do acesso a melhores tratamentos em todas as regiões do país, o país pode alcançar essas metas dentro do prazo estabelecido.

SOBRE A SBOC – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 2,2 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Dra. Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.

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IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Pacientes oncológicas não se surpreenderam com o isolamento social e o uso de máscaras são práticas cotidianas indicada devido à baixa imunidade, porém o receio do pós pandemia existe e foi declarado por cerca de 77,2% das entrevistadas

O Instituto Quimioterapia e Beleza – IQeB, maior banco de lenços do Brasil, lança a pesquisa ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’, com o intuito mostrar a dimensão do impacto da pandemia em pacientes oncológicas. A pesquisa ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Para além da pesquisa, as sociedades de saúde já informaram que muitas mulheres deixaram de ser diagnosticadas, devido a diferentes movimentos da área da saúde, com o foco na erradicação do Covid-19. Segundo o INCA em estudo realizado em 2019, para este ano de 2020, a incidência do câncer em mulheres foi estimada em mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama.

Estes dados impactam diretamente no quadro e avanço da patologia e a pesquisa realizada pelo IQeB ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’ dá um panorama sobre o comportamento e também os receios dessas pacientes em relação ao término da pandemia. 77,2% das respondentes informaram estar em tratamento para o câncer de mama e embora 17,7% delas tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria comenta que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Além disso, 77,2% das entrevistadas pela pesquisa do IQeB também declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia. Lembrando que, além dos tratamentos em curso, há os novos casos que deixaram de ser diagnosticados neste período.

Essas pacientes apresentam vulnerabilidade imunológica, uma característica do câncer e, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, cerca de 50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica informa que 70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril de 2020, além disso, segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, no período 30% menos pacientes iniciaram tratamento.

Comportamento

O cotidiano destas pacientes não foi alterado, mas a modificação aconteceu no principal cenário: rotina médica, uma exigência para os casos de câncer, para que se possa desacelerar, tratar e minimizar os sintomas e avanços da doença. Além disso, o receio sobre o pós-pandemia e a retomada da rotina de tratamentos é o que deixa as pacientes mais receosas.

43,5% das respondentes declararam que não saíram de casa durante a pandemia e ficaram em total isolamento social. Elas informaram ter utilizado a internet e as facilidades da tecnologia para fazer compras, evitando contato com possíveis infectados.

“Este estudo mostra apenas um recorte sobre a situação das pacientes com câncer e deixa a reflexão sobre o setor de saúde, levantando algumas questões importantes: Depois do Covid-19 como será o impacto disso quando a área da saúde voltar a fazer estes atendimentos? O setor da saúde está com a estrutura preparada para dar atendimento a esta demanda que irá surgir?”, comenta Deborah Duarte Presidente e sócia-fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e responsável por conduzir a pesquisa, junto com o oncologista Dr. Felipe Ades, diretor científico do IQeB. “Muitas pacientes relatam ter medo do futuro, de como poderão ter mais qualidade de vida e sobrevida, pois é uma crescente o número de casos diariamente e a estrutura se mostra despreparada para isso”.

Dados da Pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Faixas etárias das entrevistadas

36,5% – 41 a 50 anos
19,8% – 36 a 40 anos
19,3% – 50 a 60 anos
11,6% – 31 a 35 anos
5,9% – 26 a 30 anos
4,6% – 61 a 70 anos
1,3% – 18 a 25 anos

Tipo de tratamento em andamento

77,2% Das respondentes declararam estarem em tratamento para o câncer de mama. As demais declararam câncer de pele, útero, linfoma ou leucemia, ovário, pulmão e intestino.

Tipo de tratamento

32,9% – Curativo
– 74,8 câncer de mama
29,4% – Adjuvante
– 89,2% câncer de mama
18,7% – Para doença metastática
– 52,9% câncer de mama
14,1% – Neoadjuvante
– 96,6% câncer de mama
4,9% – Paliativo exclusivo
– 57,5% câncer de mama

Impacto da pandemia no tratamento

54,6% – Não houve alteração
15,7% – Consultas remanejadas
11,2% – Consultas remanejadas, exames prorrogados
6,0% – Exames prorrogados
2,6% – Cirurgias canceladas ou adiadas
1,6% – Consultas remanejadas, cirurgias canceladas ou adiadas
1,3% – Interrupção no tratamento (quimioterapia, radioterapia, outros)

Local de tratamento: Hospital particular, público ou convênio médico

53,4% – Hospital particular com convênio médico
44,3% – Hospital público
– 80,7% – Câncer de Mama
2,3% – Hospital particular
– 74,4% – Câncer de Mama

Comportamento durante a pandemia

43,5% – Não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.
39,5% – Saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.
9% Saíram para trabalhar
8% Para se exercitar

Segurança para manter atendimentos durante a pandemia

Embora 17,7% tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria delas declara que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Capacidade do Sistema de Saúde no momento pós pandemia

77,2% declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia.

Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Realização: IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza
Validada por oncologista: Dr. Felipe Ades (CRM 168018/SP), Diretor científico do IQeB
Respondentes: 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil
Entrevistas por e-mail
Período de coleta de dados: 21/06 a 05/07/2020

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

O Instituto Quimioterapia e Beleza iniciou as atividades em 2014, cresceu e segue com seu time ampliando as suas ações e impactando a vida de milhares de mulheres diagnosticadas diariamente. Mantém seu maior projeto, o Banco de Lenços Flavia Flores, que já doou mais de 25 mil lenços por todos os Estados do Brasil. O IQeB também oferece suporte psicológico e jurídico, dissemina informação de saúde, engaja voluntários, promove Oficinas de beleza para autoestima e, com sua diretoria científica, desenvolve pesquisas junto às pacientes.

Outras informações

50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia (Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia, 2020)

70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril (Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, 2020) 30% menos pacientes iniciando tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no período (Fonte: Icesp, 2020)

Recomendação do INCA para a não orientação sobre diagnóstico precoce

“No contexto da atual pandemia de Covid-19, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), recomenda que os profissionais de saúde orientem as pessoas a não procurar os serviços de saúde para rastreamento de câncer no momento, remarquem as coletas de exame citopatológico e a realização de mamografias de rastreamento, adiando consultas e exames para quando as restrições diminuírem.” Nota Técnica – DIDEPRE/CONPREV/INCA – 30/3/2020 Detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 As ações de

Estimativa geral Brasil

Para 2020, a incidência do câncer em mulheres é mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama. (Fonte: INCA, 2019)

Nossa pesquisa na mídia

Portal Hospitais Brasil – Instituto divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Site Medicina S/A – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site Federação Brasileira de Hospitais – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site O Tempo – IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’

Autores
Deborah CB Duarte
– Presidente do IQeB
Dr. Felipe Ades – oncologista e Diretor Científico do IQeB – CRM 168018/SP

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DISPENSA DE EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE E A PRESUNÇÃO DE DISCRIMINAÇÃO

Sabemos que muitas “Cats” que querem e precisam retornar ao mercado de
trabalho após o tratamento oncológico, ou até mesmo manterem-se ativas durante o processo (quando possível), passam por algumas situações constrangedoras e até mesmo discriminatórias em decorrência do tabu que ainda existe em torno do câncer.

Nesse sentido, o Tribunal Superior do Trabalho editou em 2012 a Súmula nº
443 1 que presume discriminatória a dispensa de empregados portadores de doença grave, capaz de gerar estigma ou preconceito.

Vale esclarecer que as denominadas “Súmulas” são entendimentos editados
para registrar a posição majoritária do Tribunal, visando trazer uniformidade e estabilidade no ordenamento jurídico.

No tocante às “doenças” mencionadas, sempre foram inclusos os portadores
de HIV, havendo divergência quanto outras patologias, como algumas cardiopatias e neoplasias, por exemplo.

Entretanto, no ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho confirmou, por maioria de votos, que é válido presumir a discriminação em demissão de empregado com câncer de próstata.

O voto vencido do Relator sustentou que o câncer, “apesar de ser uma doença grave, não possui, por si só, caráter estigmatizante”.

Contudo, prevaleceu, coerentemente com a realidade vivenciada pelo
paciente oncológico, que o câncer é sim uma doença que ainda gera estigmas. Nesse sentido, afirmou o Ministro Lelio Bentes Corrêa:

Durante o diagnóstico, por exemplo, é comum que o paciente sinta-se
estigmatizado uma vez que, no imaginário coletivo, a doença é
frequentemente associada à morte.

Citou, ainda, como exemplo de discriminação, o caso de uma escola
particular de Brasília que sugeriu a uma de suas professoras que usasse peruca e chapéu, pois a sua imagem seria “agressiva”.

O objetivo da Súmula nº 443 do TST foi assegurar a função social da
empresa, a valorização do trabalho e a dignidade da pessoa humana. Visou proteger os empregados, que dedicam as suas vidas profissionais às empresas, de ficarem desprovidos de assistência em um momento da vida no qual mais precisam de assistência, tanto financeira, quanto emocional.

No entanto, cumpre ressaltar que a presunção de dispensa discriminatória
não é absoluta. Ou seja, admite prova em contrário. Como mecanismo de defesa, o empregador poderá demonstrar que a demissão não se deu por caráter discriminatório, mas sim por motivos disciplinares, por exemplo.

Por fim, destaca-se que a consequência lógica da aplicação da Súmula é a reintegração ao emprego, podendo, a depender do caso, haver indenização.

E você, “Cat”, passou por alguma situação semelhante ou conhece alguém que tenha passado? Conte aqui para nós.

Marília Masiero Buccini Biscuola
Colaboradora de Assuntos Jurídicos

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ONG arrecada lenços para doar a mulheres que lutam contra o câncer em Bauru

Bom Dia Cidade – Bauru – 21/10/2020

O Instituto Quimioterapia e Beleza, em parceria com um Rotary Clube de Bauru (SP), está promovendo uma campanha para arrecadar lenços às mulheres que fazem tratamento contra o câncer no Hospital Estadual.

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/8957419/

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Cat Cris Martins

Meu nome é Cristina Martins, 25, paulista, residente em Curitiba/PR há 8 anos. Sou mãe da Sophia (5) e da Helena (chegada prevista para Janeiro/2020).

Minha história se inicia em Março/2016, quando por uma dificuldade de evacuar procurei um Gastro. Após 1 mês e 13 dias sem conseguir ir ao banheiro fui encaminhada à dita BIOPSIA do estômago e vias intestinais, pois nesta fase já sangrava, tinha dores nas costas, cabeça e meu corpo se tornou pesado.

Em Maio/2016 veio o resultado – MELANOMA estagio lll – reto e intestino grosso. Às pressas fomos para as lavagens, retomoidoscopias, colonoscopias e então a cirurgia. Sem muito sucesso, já em Julho/2016 fui encaminhada às quimioterapias e radioterapias, que no início exitei. Pois de 67 kg já pesava 55 kg, não tinha mais psicológico para seguir adiante. Não tinha mais desejo, auto estima, ânimo.

Mas tive algo muito importante: Primeiramente DEUS ao meu lado que em momento algum me deixou só; Sophia que, ao acordar e dormir, dizia me amar infinitamente; minha família e meus amigos, que de todas as formas possíveis me deram forças e coragem para seguir adiante.

Então, em Agosto/2016, demos início às sessões semanais de quimio e radio (18 amarelas e 24 vermelhas). Na primeira sessão já pude perceber a queda de pelos como: sobrancelhas, braços e cílios. A partir da quarta meu cabelo se iniciou com a queda. Foi ai que a ficha realmente caiu.

Ficaria careca! Perderia a única coisa em mim que ainda me animava! Com indicação da psicologa, conheci o Instituto Flavia Flores, onde pude acompanhar na íntegra histórias como a minha, pude ver mulheres guerreiras vencerem, se assumir, aceitar.

Chegamos então a conclusão da doação do que ainda me restava do cabelo. 05/09/2016 na sede da Atitude na Cabeça em Curitiba/PR fiz minha doação, foram 36 rolinhos de cabelo, cada rolinho com fios de 62cm (Foto de capa).

Fiz da minha tristeza a alegria de alguém.E isso me deixava feliz. Na mesma semana recebi do Instituto vários lenços, de cores diferentes para poder abusar no visual. Enfim, Janeiro de 2017 minha luta chegou ao fim. Deus me concedeu a cura.

Hoje, 04/10/2019, sou uma mulher saudável. Sophia está com 5 anos e nossa família irá aumentar, pois em Janeiro/2020 receberemos nossa Helena que será a Luz de nossas vidas.

Sou grata pelo universo e pelas pessoas que me acompanharam e me acompanham até hoje, vivenciando comigo o meu relato!

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Testes genéticos para detecção de câncer hereditário através do plano de saúde: quem tem direito?

Sabemos que a realização de testes genéticos auxilia muito na avaliação do risco e prevenção de diversas doenças, como é o caso do câncer de mama e de ovário de origem hereditária, por exemplo, através da análise dos genes BRCA1/BRCA2.

Observada alguma alteração no resultado dos exames, é possível se realizar acompanhamentos médicos ou procedimentos cirúrgicos personalizados e preventivos, como, por exemplo, a famosa cirurgia profilática para retirada das mamas e ovários realizada pela atriz Angelina Jolie.

Ocorre que o mapeamento genético ainda é um exame muito caro e não realizado pelo Sistema Único de Saúde, embora exista um Projeto de Lei em andamento visando a obrigatoriedade da realização pelo SUS para mulheres com histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário.

Contudo, importante saber que este exame tem cobertura obrigatória pelos planos de saúde em determinadas hipóteses, como o diagnóstico de câncer de ovário em qualquer idade e o diagnóstico de câncer de mama em pacientes com menos de 35 anos de idade ou, quando diagnosticada com mais idade, tenha algum histórico familiar relevante, por exemplo.

No entanto, caso o paciente não se enquadre nas hipóteses previstas, mas tenha indicação médica para a pesquisa de genes, é possível pleitear a realização do exame perante o Poder Judiciário, que em muitos casos tem sido favorável ao paciente. Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça firmou o entendimento que “havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS” (Súmula 102, TJSP).

Confira abaixo as hipóteses de cobertura assistencial mínima nos planos privados de assistência à saúde, previstas no rol de procedimentos e eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde – ANS:

“110.7 – CÂNCER DE MAMA E OVÁRIO HEREDITÁRIOS – GENES BRCA1 e BRCA2

1. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios:

a. Diagnóstico de câncer de mama em idade ≤ 35 anos;

b. Diagnóstico de câncer de mama em idade ≤ 50 anos e mais um dos seguintes critérios:

I. um segundo tumor primário da mama (*);

II. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de mama e/ou ovário;

c. Diagnóstico de câncer de mama em idade ≤ 60 anos se câncer de mama triplo negativo (Receptor de estrogênio (RE), Receptor de progesterona (RP) e Receptor HER2 negativos);

d. Diagnóstico de câncer de mama em qualquer idade e mais um dos seguintes:

I. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de mama feminino em idade ≤ 50 anos;

II. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de mama masculino em qualquer idade;

III. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de ovário em qualquer idade;

IV. ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama em qualquer idade;

V. ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de pâncreas ou próstata (escore de Gleason > 7) em qualquer idade.

(*) (*) No caso de câncer de mama bilateral ou duas neoplasias primárias na mesma mama (comprovado por laudos anatomo-patológicos), cada um dos tumores deve ser considerado independentemente.

2. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de ovário (tumor epitelial) em qualquer idade e independente da história familiar.

3. Cobertura obrigatória para homens com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama em qualquer idade e independente da história familiar.

4. Cobertura obrigatória para pacientes com câncer de pâncreas e ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama e/ou ovário e/ou pâncreas ou próstata (escore de Gleason ≥ 7) em qualquer idade.

5. Cobertura obrigatória para pacientes com câncer de próstata (escore de Gleason ≥ 7) e ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama e/ou ovário e/ou pâncreas ou próstata (escore de Gleason ≥ 7) em qualquer idade.

6. Cobertura obrigatória para teste das 3 mutações fundadoras Ashkenazi nos genes BRCA1 e BRCA2 em pacientes de origem judaica Ashkenazi quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios:

a. câncer de mama em qualquer idade e independente da história familiar;

b. câncer de ovário em qualquer idade e independente da história familiar;

c. câncer de pâncreas em qualquer idade com ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º. graus com câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata (escore Gleason ≥ 7).

7. Cobertura obrigatória para pacientes maiores de 18 anos, diagnosticados ou não com câncer, independente do sexo, quando houver mutação deletéria em BRCA1 ou BRCA2 em familiar de 1º, 2º e 3º graus.

8. Cobertura obrigatória para indivíduos com câncer de mama isolado, que tenham estrutura familiar limitada. Estrutura familiar limitada é a ausência, em pelo menos um dos ramos (materno ou paterno) da família, de pelo menos 2 mulheres familiares de 1o, 2o ou 3o graus que tenha vivido além dos 45 anos de idade no momento da avaliação. Incluem-se nesta descrição indivíduos que desconhecem dados de sua família biológica.

9. Cobertura obrigatória para indivíduos com câncer de mama, mas com estrutura familiar limitada (ausência de 2 familiares de 1º, 2º ou 3º graus do sexo feminino em uma das linhagens – materna ou paterna – que tenha vivido além dos 45 anos de idade).

Método de análise utilizado de forma escalonada:

1. Nos casos em que a mutação genética já foi identificada na família, realizar apenas a pesquisa da mutação específica. Para pacientes de origem judaica Ashkenazi nos quais a mutação familiar for uma mutação fundadora, está justificada a realização da análise das 3 mutações fundadoras Ashkenazi ao invés da análise somente da mutação familiar pela possibilidade da ocorrência de mais de uma mutação em genes BRCA em famílias Ashkenazi. Se a família for de origem judaica Ashkenazi e a mutação familiar não for uma das 3 mutações fundadoras, ainda assim justifica-se a realização do teste destas 3 mutações além da mutação que sabidamente segrega na família.

2. Nos casos de pacientes elencados nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 8 realizar o exame Sequenciamento de Nova Geração de toda região codificadora de BRCA1 e BRCA2 e MLPA de BRCA1 e BRCA2;

3. Nos casos de pacientes enquadrados no item 6, realizar teste das 3 mutações fundadoras Ashkenazi nos genes BRCA1 e BRCA2, a saber: BRCA1 185delAG (c.66_67delAG, p.Glu23fs), BRCA1 5382insC (c.5263insC, p.Gln1756fs), e BRCA2 6174delT (c.5946delT, p.Ser1982fs). Se nenhuma destas mutações for identificada eoutros critérios de elegibilidade forem contemplados conforme descrito nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 8, deve ser realizada a análise seguindo os critérios de análise escalona descrito para cada item.

OBS 1: Pacientes enquadradas nesta diretriz e com sequenciamento e MLPA para BRCA1 e BRCA2 negativos, devem ser referenciadas para Diretriz de Painel de câncer de mama e/ou ovário.

OBS 2: Pacientes enquadradas nesta diretriz e que simultaneamente preencham os critérios da Diretriz de Painel de câncer de mama e/ou ovário podem ser referenciadas diretamente para a Diretriz de Painel de câncer de mama e/ou ovário.

OBS 3: Nos pacientes em que forem encontradas mutações patogênicas ou provavelmente patogênicas nos genes BRCA1 ou BRCA2, mesmo que assintomáticos, a mastectomia e a salpingo-ooforectomia redutoras de risco, bem como a reconstrução das mamas são de cobertura obrigatória da mesma forma que a cobertura prevista para pacientes com diagnóstico de câncer, quando indicado pelo médico assistente. Caso a beneficiária não deseje realizar mastectomia a ressonância magnética das mamas anual é de cobertura obrigatória.

OBS 4: Quando da realização de salpingo-ooforectomia redutora de risco em portadoras de mutação de BRCA1 e/ou BRCA2, a análise patológica dos anexos excisados deve ser realizada minuciosamente seguindo protocolo específico. COLOCAR REFERENCIA

OBS 5: Para fins desta DUT, tumores invasivos e in situ da mama serão considerados igualmente na definição “câncer de mama”. Para fins desta DUT, serão incluídos na definição “câncer de ovário” os tumores epiteliais de ovário, trompas de falópio e tumores primários de peritônio.”

“110.26 – PAINEL DE GENES PARA CÂNCER DE MAMA E/OU OVÁRIO

1. Cobertura obrigatória para mulheres com, diagnóstico atual ou prévio de câncer de ovário epitelial quando preencherem critérios para pelo menos 2 das seguintes síndromes: Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, Síndrome de Lynch e/ou Síndrome de Peutz-Jeghers.

2. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama quando preencherem critérios para pelo menos 2 das seguintes síndromes: Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, Síndrome de Cowden, Síndrome de Li-Fraumeni, Síndrome de Câncer Gástrico Difuso Hereditário e/ou Síndrome de Peutz-Jeghers.

3. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama e/ou ovário epitelial com critérios para câncer de mama e ovário hereditários e que tenham resultado negativo na análise de mutações germinativas de BRCA1 e BRCA2 por sequenciamento e MLPA.”

Marília Masiero Buccini Biscuola – Colaboradora de Assuntos Jurídicos