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CURADA DO CÂNCER, LAURA WIE QUER SER INSPIRAÇÃO PARA OUTRAS MULHERES

Ex-repórter do programa Amaury Jr, Laura Wie usou sua conta no Instagram nessa terça-feira para anunciar sua luta contra o câncer de mama, descoberto há quatro meses. Ela, que costumava fazer a mamografia uma vez por ano, conta em entrevista ao Glamurama que estava atrasada há seis meses nos exames de rotina e foi no autoexame que percebeu algo fora do normal. “Depois de muitos protocolos, o médico disse que a célula na minha mama esquerda era maligna e que eu precisava fazer uma cirurgia para retirar”, conta. No fim de março a célula cancerígena foi retirada totalmente e o seio foi reconstruído com uma prótese de silicone.

Segundo Laura, o oncologista explicou que após a cirurgia o câncer estava curado, mas que ela ainda teria que enfrentar a segunda parte do tratamento: quatro sessões de quimioterapia para prevenção. Ela conta ainda que foi a viagem que tinha acabado de fazer para Israel que lhe deu força e coragem para enfrentar a doença. “Senti uma energia tão grande em Jerusalém e Galileia que criei coragem para enfrentar toda essa situação”. O apoio da família também foi muito importante.

Laura resolveu deixar para trás camisas que faziam parte de seu estilo clássico e conta que já montou um guarda-roupas com looks mais moderninhos para acompanhar a cabeça raspada. Logo após a primeira sessão de quimio, ela decidiu raspar o cabelo e o escolhido para a tarefa foi o amigo Mauro Freire. “Estou bem e segura. Beleza não pode ter um único padrão”, completa.

Animada e mais do que disposta a falar sobre o assunto, agora ela quer usar a situação para dar exemplo de atitude e iniciativa a outras mulheres. “Não tema em ver um diagnóstico. Você só vai ter informações se souber o que você tem! Atitude e iniciativa neste momento são essenciais para resolver o problema”.

Sobre a repercussão que seu post teve nas redes sociais: “Ainda não consegui ler tudo, mas recebi tantas mensagens carinhosas, foram centenas e centenas de textos com muito amor, compaixão e solidariedade. Tudo isso está sendo mais um motivo para eu continuar tendo energia e seguir em frente.”

Fonte: GLAMURAMA

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APÓS CÂNCER, ATRIZ MÁRCIA CABRITA MUDA VISUAL COM MEGAHAIR

Márcia Cabrita renovou o visual após se submeter a tratamento contra câncer no ovário. A atriz, que estava com os cabelos bem curtinhos após passar por quimioterapia, voltou a exibir fios longos.

Cabrita procurou o hairstylist Flávio Priscott, que a atende há sete anos, para colocar um megahair. Outra mudança é a cor das madeixas: a atriz abandonou o tom escuro para adotar look platinado.

“Foram cinco dias de trabalho e os fios que eu coloco na minha técnica de megahair não se soltam quando ela toma banho, não caem. Dá para lavar normalmente e secar naturalmente e a melhor parte do resultado é ver a autoestima dela renovada, lá em cima. Pra mim é uma honra participar desse processo”, explicou o stylist.

A atriz também comemora a volta ao trabalho após superar o câncer. Márcia Cabrita está no elenco da novela “Novo Mundo” como a personagem Narcisa.

Fonte: Rede TV

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COM “AMIGAS DO PEITO” VANESSA VOLTA A CORRER APÓS SUPERAR CÂNCER

Na Wine Run, em Bento Gonçalves-RS, um grupo se destacou pela solidariedade. Com camisetas vermelhas e o nome “Amigas do Peito” estampado ao lado da hashtag #RunForVan, as meninas de São Paulo celebraram a recuperação de uma delas. Diagnosticada com câncer de mama em novembro do ano passado, a administradora Vanessa Biazzo, de 43 anos, passou por uma mastectomia completa e retornou aos treinos há apenas um mês. A prova pelo bucólico Vale dos Vinhedos e o fim de semana de suor, choro e sorriso vai ficar na memória dela.

– Falei para elas do meu problema após um treino. As meninas vieram com a ideia de disputar uma corrida depois que tudo isso passasse. Eu não acreditava que daria certo, mas elas acreditaram e muito. Fizeram a inscrição e, com todo carinho, inventaram as camisetas para marcar o momento. Agora, nós estamos aqui para comemorar – disse Vanessa.

A administradora descobriu o câncer num exame de rotina anual e que ainda estava em estágio inicial. Para ela, a corrida e a boa aptidão física a ajudou nessa fase complicada.

– Tive que fazer a mastectomia completa e não precisei de quimioterapia. Ser atleta, correr há mais de 20 anos e estar bem preparada fisicamente fez minha recuperação ser boa e rápida. Em um mês voltei a caminhar e correr e fui liberada pelo médico. Elas terem me chamado para a viagem me empolgou para treinar e me estimular a voltar num bom ritmo. O que eu mais quero é retornar para as meias maratonas – disse.

As amigas se dividiram em duplas para a corrida de 21km em meio ao lindo percurso pelas vinícolas da Serra Gaúcha. Durante e depois da prova, a emoção tomou conta de todas elas.

– Incrível estar aqui. Além da corrida e a parceria da amizade, existe o fator emocional para fazer parte dessa recuperação. Somos 12 meninas que correm e treinam há 10 anos. Viajar é ótimo para conhecer novos lugares e ter novas experiências, desbravando novas cidades – Anna Palhares.

“Estou emocionada de voltar a completar uma prova após tudo o que passei e ainda mais ao lado das minhas amigas que tanto me deram apoio”

Segurar as lágrimas foi difícil para a amiga Daniela Mendes, que destacou a união do grupo durante todo esse processo nos últimos meses.

– Quando ela nos contou foi uma surpresa. Ficamos tristes, é claro, mas decidimos passar energia positiva. Queríamos dar força e torcer para a recuperação completa. Isso a motivou bastante e foi importante. Nós já choramos juntas e é uma alegria imensa para nosso grupo – afirmou.

Na linha de chegada da prova, as meninas que já haviam completado o percurso fizeram questão de dar um abraço coletivo na guerreira Vanessa. Afinal de contas, tudo o que haviam planejado aconteceu da melhor forma possível.

– Foi tudo perfeito, como imaginei. Um percurso lindo, com subidas pesadas, mas deu tudo certo. Só tenha a agradecer – encerrou.

Fonte: Globo Esporte

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MENINA DE 9 ANOS VENCE CÂNCER E ARRECADA 5 MIL LITROS DE LEITE PARA DOAR A CRIANÇAS EM TRATAMENTO

Desde os primeiros anos de vida, a pequena Beatriz Trivelato Simionato encara as dificuldades com coragem de gente grande. Aos 4 anos, Bia, como gosta de ser chamada, foi diagnosticada com três linfomas e permaneceu em tratamento no Hospital de Câncer de Barretos (SP). A menina venceu a doença e agora, ao completar 9 anos, acaba de mobilizar os pais e os amigos em uma ação solidária: arrecadar leite para crianças que estão internadas, situação que ela conhece bem.

Os pais, a educadora Cintia Cristiane Trivelato e o tapeceiro Luiz Roberto Simionato, encabeçaram a campanha que resultou na doação de 5.274 litros de leite. A mãe elogia o gesto que considera de extrema generosidade, ainda mais vindo de alguém tão jovem.

“No mundo hoje é tão difícil encontrar pessoas que ajudam o próximo, e a gente conseguir plantar uma sementinha do bem nela é um orgulho. Eu espero que ela continue assim, que cresça e possa ajudar os outros”, diz Cintia.

A batalha

Em 2012, ao completar 4 anos de idade, Bia foi diagnosticada com três linfomas do tipo Burkitt no abdômen, uma forma rara e agressiva de câncer.

“Numa consulta de rotina o pediatra notou que ela estava com a barriga inchada e entrou com uma medicação para verme. Como não surtiu efeito, ele começou a investigar e nos exames seguintes foi constatado um tumor. Fomos encaminhadas para o HC e lá foi constatado que eram três cânceres”, afirma a mãe.

Segundo o oncologista pediátrico Robson de Castro Coelho, do Hospital de Câncer de Barretos, inicialmente é comum o médico confundir os sintomas porque eles estão ligados a dores abdominais. “A pessoa vai ao pronto-socorro, o médico acha que é uma apendicite e na hora da cirurgia encontra a massa que é o linfoma.”

O especialista explica que o linfoma pode surgir em qualquer parte do corpo, mas ocorre com mais frequência no abdômen.

“Os linfomas são os cânceres que vão aparecer no tecido linfoide, aquela parte que faz as ínguas. Elas fazem parte do nosso sistema de defesa, avisam quando a gente tem algum tipo de infecção. O linfoma é o crescimento incontrolável dessa célula”, explica Coelho.

Casos de linfoma tipo Burkitt são tratados com quimioterapia. Durante três meses, Bia passou por diversas sessões no hospital e raspou os cabelos por causa da queda acentuada dos fios. Todas as etapas da luta da filha foram registradas pela mãe, que jamais perdeu a esperança de ver a filha curada.

“Foram três meses muito intensos, mas a Bia é muito iluminada e você não a via chorando. Ela sempre quis viver. Eu tive que aprender a ser forte para não chorar perto dela, para não sofrer perto dela. Quando ela fazia os exames e tinha que ficar o dia inteiro em jejum para esperar a vaga, eu ficava em jejum junto com ela. Eu busquei forças em Deus. Deus sustentou a gente”, afirma Cintia.

Em agosto de 2012, a família recebeu a notícia mais aguardada – Bia estava curada. “O baque foi tão forte que a minha ficha sobre tudo o que ela tinha passado só caiu uns 20 dias depois que eu soube”, diz a mãe.

A educadora afirma que o diagnóstico precoce do câncer foi fundamental para que Bia tivesse mais chances de vencer a doença. “Tudo que seria feito num procedimento normal de nove meses conseguiu ser realizado em três, e ela reagiu muito bem ao tratamento”, conta.

Generosidade

Bia ainda faz acompanhamentos no hospital e a convivência com as crianças em uma situação que ela conhece de perto despertou uma vontade enorme de ajudar. A menina explicou aos pais que queria fazer algo pelos pacientes e foi aí que surgiu a ação do bem.

“Quando eu tinha câncer faziam leite para mim no hospital e eu gostava muito de beber leite. Então eu resolvi doar o leite para as outras crianças que ainda estão lá”, diz a pequena.

Prestes a completar 9 anos, Bia resolveu mobilizar os pais em uma campanha de arrecadação e a iniciativa ganhou mais adeptos. Ao invés de brinquedos e roupas no aniversário, ela pediu leite de presente. Pessoas que sabiam sobre o caso de superação da menina abraçaram a causa e desconhecidos se sensibilizaram fazendo as doações.

“Começamos a divulgar nas escolas e a campanha foi crescendo de uma forma que a gente jamais imaginou. Todo mundo começou a compartilhar, cantores começaram a gravar vídeos pedindo doação. Teve gente do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, gente que conheceu pela internet e quis participar”, afirma Cintia.

Os preparativos para reunir todas as doações no dia 6 de maio, data da festa de aniversário, começaram pela escolha do tema. “Mulher maravilha porque ela é a maior guerreira. Ela ajuda as pessoas e eu também vou ajudar”, explica a menina.

No sábado, vestida como a heroína dos quadrinhos, Bia pode finalmente dimensionar a grandiosidade de seu gesto. Ao todo, 5.274 litros de leite foram arrecadados para as crianças que estão em tratamento no Hospital de Câncer ou são acompanhadas pela Casa Acolhedora Vovô Antônio e pelo Instituto Bruno Boeira, todos em Barretos.

À frente de centenas de caixas de leite, ela posou para fotos e disse que pretende continuar cuidando das pessoas que precisam de ajuda.

“Eu resolvi ser médica depois que eu passei por tratamento e vi como eles [médicos] trabalham. Eu gosto muito deles e eu também quero ajudar a salvar vidas, quero ajudar as outras pessoas.”

Engajada, a menina já faz planos para o aniversário do ano que vem e pretende arrecadar brinquedos para presentear outras crianças. Para a mãe, não há limites para o enorme coração da filha. “Ela é muito humana, sempre pensa muito no outro, é muito apegada com as crianças pequenininhas que estão lá. À noite, ela pede a Deus para curar as crianças, assim como ela foi curada. Ela está ótima, graças a Deus.”

Fonte: G1

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MARCO ANTONIO DE BIAGGI VENCE CÂNCER E COMEMORA “SOU EXEMPLO DE SUPERAÇÃO”

Conhecido como “cabeleireiro dos famosos”, Marco Antonio de Biaggi relatou na tarde deste domingo (23) os momentos de drama e superação que viveu nos últimos dois anos, depois de descobrir um linfoma e submeter-se a seis sessões de quimioterapia para tratar o câncer. Ao todo, foram 139 dias internados, cinco vezes em coma e nenhuma sequela.

Em entrevista ao programa “Eliana”, no SBT, Biaggi demonstrou estar sereno e de se lembrar praticamente de todos os detalhes de sua batalha.

“Em nenhum momento pensei ‘eu vou padecer, eu vou morrer’. Não. Eu aprendi a olhar ‘isso aqui não está bom, mas olha quanta coisa boa você tem’. Eu não me permito. Quando eu estou triste, eu mudo essa energia (…) Eu sou um exemplo de superação para as pessoas”, afirmou. “Depois de doente, comecei a sentir mais os prazeres da vida”, completou.

Ainda durante o programa, ele recebeu a homenagem de familiares e amigos próximos, e ganhou uma festa de comemoração dos seus 52 anos.

Em 2015, Biaggi descobriu um linfoma e submeteu-se a seis sessões de quimioterapia para tratar o tumor. Ele começou a perder os cabelos quando decidiu raspar tudo de uma vez e exibiu o visual careca em selfies com seus clientes famosos em seu salão de beleza.

O cabeleireiro também implantou duas pontes de safena e uma mamária. Curado, ele recuperou os cabelos e assumiu os fios brancos.

Biaggi chegou a perder mais de 30 quilos durante o processo. Na ocasião, um dos médicos falou em apenas 5% de chances de sobreviver.

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APÓS SE CURAR DO CÂNCER, YOUTUBER LORENA VIVE ADAPTAÇÃO À NOVA ROTINA

Quase três meses após ter anunciado que estava curada do câncer, a youtuber Lorena Reginato, da TV Careca, vive uma nova rotina com vários tratamentos que fazem parte da reabilitação da adolescente, de 13 anos. Além da escola nova, Lorena também faz natação, sessões de fonoaudiologia e fisioterapia. Tudo para dar mais qualidade de vida e amenizar as sequelas deixadas pelo tumor na parte posterior do cérebro, que fez com que Lorena perdesse parte dos movimentos na época do diagnóstico, em 2015, inclusive da fala. “Eu ainda estou me acostumando com as coisas, mas está legal, é uma nova vida”, comenta Lorena.

jovem de Jaú (SP) comoveu milhões de internautas ao criar o canal de vídeos, há pouco mais de um ano, no primeiro registro contar a sua história de superação da doença. Desde então, a luta de Lorena contra o câncer é acompanhada pelos seguidores da youtuber. Em janeiro desse ano, ela divulgou o vídeo em que falava sobre a alta das sessões de quimioterapia e a cura do câncer.

Por conta dessa nova rotina após a cura, com vários deslocamentos, a família iniciou uma campanha para conseguir um carro para fazer o transporte da Lorena para todos os tratamentos que ela realiza. “Agora ela está com tudo na reabilitação. Está corrido, mas prazeroso. No entanto, como nós não temos um carro, então dependo de carona, da ajuda de amigos para levar a Lorena em todos os lugares. Por isso, um veículo nosso facilitaria muito a nossa rotina”, ressalta a mãe da adolescente Fiorella Reginato.

Fonte: G1

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DIAGNOSTICADO COM CÂNCER, LUIZ MELODIA ESTÁ CADA VEZ MELHOR

O cantor Luiz Melodia, de 66 anos, que foi internado no Hospital Quinta D’Or, no Rio, após ser diagnosticado com mieloma múltiplo, que é um tipo de câncer de sangue, vem apresentando ‘melhora’. De acordo com uma nota publicada na página do artista na segunda-feira, 10, a família tranquiliza os amigos e agradece as ‘boas vibrações: “Queridos, passando pra dizer que o Luiz só melhora, melhora e melhora, graças a Deus, à vida, às orações e boas vibrações de cada um de vocês. A família agradece o acolhimento, o carinho e respeito. Beijos no coração lindo de cada amigo.”

O hospital também divulgou uma nota nesta terça-feira, 11, sobre o estado de saúde do artista: “A direção do Hospital Quinta D’Or informa que Luiz Carlos dos Santos, o cantor Luiz Melodia, segue internado com quadro estável e sem previsão de alta hospitalar.”

Um post publicado no perfil do cantor no Instagram deu a notícia da internação aos fãs no dia 28 de março. “Informamos que o cantor Luiz Melodia se encontra hospitalizado desde terça-feira (28/03) no Hospital Quinta D’Or; seu quadro é estável. Diagnosticado com mieloma múltiplo há alguns meses, Luiz deu inicio a um tratamento de quimioterapia que resultou em uma baixa glicemia e acidez sanguínea, por esse motivo ele se encontra internado no CTI. Luiz permanecerá internado para que as sessões de quimioterapia sejam realizadas com maior segurança e na sequência fará um autotransplante de medula, que é o unico tratamento com resultado efetivo. Sua família e equipe estão apreensivas para que ele seja transferido para o quarto, aonde poderá receber o carinho e atenção dos seus parentes, seu quadro é estável, mas continuaremos a enviar energias positivas para sua mais rápida recuperação!”Fonte: EGO

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RETRATOS DE AFETO: OBRA REVELA INTIMIDADE DE PESSOAS COM CÂNCER

Habituado a longas viagens pela Amazônia, o fotógrafo paranaense Valdir Cruz passou os últimos anos dedicado a outro tipo de expedição: embrenhar-se por hospitais e cidades do interior para acompanhar pessoas com câncer em sua rotina e intimidade.

Entre as várias viagens e a edição das imagens, foram cinco anos de “muitas emoções, choros, abraços e mais choros”, ele conta à BBC Brasil.

“Neste projeto eu tinha uma missão e uma grande responsabilidade: manter a dignidade de todos os retratados e dar vida a essas histórias, que não são únicas”, diz Cruz.

Radicado em Nova York desde os anos 1980, o fotógrafo também pretendia contar, por meio dos relatos e das imagens, a história do Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo.

Fundado em 1967 pelo casal de médicos Paulo e Scylla Prata, o hospital é referência nacional no tratamento da doença, com atendimento gratuito pelo SUS. Hoje, além da sede em Barretos, a instituição tem unidades em outras oito cidades, além de 12 carretas que viajam o Brasil realizando exames e pequenas cirurgias.

O trabalho, que mescla fotografias e entrevistas, deu origem ao livro Retratos de Afeto, que será lançado em 17 de maio no Conjunto Nacional, em São Paulo, onde as obras ficarão expostas até 2 de junho.

A BBC Brasil apresenta a seguir algumas das pessoas retratadas por Valdir Cruz.

Maria Madalena Rodrigues da Silva

Moradora de Juazeiro (BA) e viúva há dez anos, Maria Madalena Rodrigues da Silva, de 60 anos, descobriu um câncer nas mamas em 2013. Ela diz que, mesmo após a cirurgia, jamais abandonou as tarefas domésticas. “Eu faço tudo, eu lavo, eu passo, eu arrumo casa e ainda faço comida de fim de semana pra vender, faço buchada.”

É católica, mas isso não impede que cultue Iemanjá. Questionada se já escondeu a doença, responde: “Pois eu não, meu filho. Pode falar que eu tô com câncer onde for. Enquanto com vida, esperança, não é isso?”

Isabely Alves Modesto

Talita e Isabely durante o tratamento

Quando notou sangue na urina da filha, Talita Modesto a levou para o hospital e descobriu que a pequena Isabely tinha câncer nos rins. A família viajou de Roraima a Barretos, onde a menina retirou os órgãos no Hospital de Câncer.

Ela resistiu bem ao tratamento. Hoje, um ano depois, está curada, mas terá de fazer exames anuais pelo resto da vida. “Isabely é calada, mas é forte e guerreira, a bichinha”, diz a mãe.

Maria Lúcia Barbosa de Souza

‘Depois nós caímos na risada’

Maria Lúcia Barbosa de Souza, de 67 anos, descobriu ter câncer no colo do útero aos 21, quando trabalhava como doméstica em Ribeirão Preto (SP). Desde então, passou por quatro cirurgias.

Ela conta como soube que teria de ser operada da última vez: “A doutora disse ‘eu vou te contar uma coisa, você não vai gostar, mas eu vou ter que te falar’.

“Eu falei: ‘a senhora não fala pra ver que eu brigo com a senhora’. Ela falou: ‘vai ter que fechar a sua xoxota’. Eu falei: ‘doutora, essa xoxota já está velha e cansada, já usei muito’. Mas eu não sabia que a equipe dela estava atrás dos panos ali, pensava que só estávamos eu e ela, e depois nós caímos na risada.”

Beatriz Carvalho de Freitas

Medula doada, quimioterapia e mais dois anos de tratamento

Beatriz Carvalho de Freitas descobriu um sarcoma (câncer em tecidos moles) na mão esquerda ao tratar uma fratura que demorava a curar, aos 13 anos. Hoje, aos 17, se trata de leucemia. Ela conseguiu um doador de medula e passou por várias sessões quimioterapia. No tratamento, mudou até de tipo sanguíneo.

Hoje estuda numa escola vizinha ao Hospital de Câncer de Barretos e espera o dia em que poderá levar uma vida normal. A mãe, Zelma, diz que o tratamento levará mais dois anos. “Ela vai poder ir a festa, frequentar muita gente. Mas passam logo os anos, passam sim.”

Maria Alice Alves de Oliveira

“Usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”

Mãe de três filhos, Maria Alice Alves de Oliveira descobriu ter câncer de mama aos 39 anos, em 2012. Quando soube da doença, temeu ser abandonada pelo marido, mas isso nunca ocorreu.

O cabelo caiu com a quimioterapia. “Aí eu usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”. Nos últimos cinco anos, perdeu amigos que conheceu no hospital, mas se diz animada com a perspectiva de terminar o tratamento neste ano.

Francisca dos Santos

“Eu vi que é um bicho de sete cabeças, não”

Francisca dos Santos, de 57 anos, chorou quando soube que teria de extrair a mama. O tumor, que se originara seis meses antes, estava em estágio avançado.

“Quando eu cheguei a Salvador, que eu vi minhas amiguinhas tudo sem peito, tudo boa, tudo sadia, aí pronto, aí eu vi que não é um bicho de sete cabeças.”

O cabelo caiu com a quimioterapia, mas já voltou a crescer. “Eu fui tão curada, de um jeito que eu não tomo comprimido nenhum.”

Casada há 37 anos, diz que o marido a apoiou durante todo o tratamento. “Meu marido é novo, tem 61 anos. Mas se eu tivesse um marido que não me aceitasse sem a mama, aí eu podia ter ficado abalada.”

Diego Araújo Rabelo

“Tô ficando bonito”

Desde os dois anos de idade, Diego Araújo Rabelo tem xeroderma pigmentoso, rara doença genética que deixa o paciente mais suscetível a câncer de pele.

Recentemente, teve de retirar parte do nariz. A mãe conta que, quando se viu pela primeira vez numa foto após a cirurgia, devolveu a câmera rapidamente. Hoje, segundo ela, o filho se acostumou.

Quando o médico lhe disse que estava ficando bonito, concordou: “Tô ficando bonito”.

Henrique Prata

Henrique Prata, que deixou os estudos aos 15 anos, administra o Hospital de Câncer de Barretos

Filho dos fundadores e atual administrador do Hospital de Câncer de Barretos, na foto de 2015, Henrique Prata posa na área onde foi erguido o Hospital de Câncer da Amazônia, em Porto Velho.

Prata abandonou os estudos aos 15 anos, quando passou a trabalhar nas fazendas do avô materno. Hoje, aos 64 anos, comanda uma estrutura que realiza 6 mil atendimentos por dia, todos gratuitos, e é parcialmente financiada por doações de artistas e apresentadores de TV.

A médica que trouxe técnicas modernas de exames para o Brasil

Scylla Duarte Prata

Filha de pecuaristas e fundadora do Hospital de Câncer de Barretos ao lado do marido, Paulo Prata, morto em 1997, a ginecologista e obstetra Scylla Duarte Prata tirou dinheiro do bolso muitas vezes para quitar dívidas da instituição.

Como médica, ajudou a trazer ao Brasil técnicas modernas de colposcopia e de exame papanicolau.

Hoje, aos 93 anos, continua a trabalhar e a acompanhar a rotina do hospital, agora administrado pelo filho Henrique.

FONTE:  BBC http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39383273

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MULHER LISTA 50 DESEJOS APÓS DESCOBRIR CÂNCER DE MAMA GRAÇAS A POST NA WEB

Uma postagem por meio de uma rede social ajudou a fisioterapeuta Roberta Baraçal Perez, de 27 anos, a descobrir que estava com câncer de mama. Um texto de uma amiga, que falava do próprio diagnóstico sobre a doença, fez Roberta procurar um médico e, por coincidência, descobrir que também estava com câncer. A princípio, com medo do que viria pela frente, ela resolveu fazer uma lista com 50 sonhos que gostaria de realizar. Boa parte dos desejos já foram concretizados e, agora, ao saber que está curada, ela não vê a hora de continuar realizando cada uma das metas propostas durante a doença.

“O câncer de mama não é uma sentença de morte. Quando você conta que está com a doença, a maioria das pessoas pensa que você é um fantasma ou já está morta e não é assim. O mais importante é você lembrar que está viva. Claro que no início foi difícil me acostumar com a ideia de ter câncer aos 27 anos, mas isso não é uma sentença de morte. Como tudo na vida, há riscos. A doença me fez lembrar, por exemplo, que eu morava em Santos, no litoral de São Paulo, e não tomava água de coco”, afirmou a fisioterapeuta em entrevista ao G1.

Roberta ao lado do marido antes e depois do
tratamento (Foto: Arquivo Pessoal)

Durante as sessões de quimioterapia, Roberta resolveu colocar em um caderno uma lista com cerca de 50 desejos. Alguns já estão concluídos, mas a “lista”, na verdade, é uma maneira que ela encontrou para não deixar de valorizar o que parece simples e fácil. “Antes do câncer eu tinha uma rotina de muito trabalho e deixava de fazer pequenas coisas”, conta.

Os desejos de Roberta envolvem viagens, observar a aurora boreal, mergulhar e até conhecer o apresentador Jô Soares, objetivo realizado durante o ano passado. Ela afirma que, apesar de tudo que foi colocado no papel, não há uma ordem para que cada ponto seja cumprido. “Posso dizer que estou mais feliz agora do que antes. Estou me dando tempo de realizar a lista. Estou vivendo”, reforça.

Ao lado do apresentador Jô Soares, de quem é fã (Foto: Arquivo Pessoal)

A descoberta
A fisioterapeuta faz questão de destacar que, além da força de vontade e da ajuda do marido no dia a dia, a postagem de uma colega da época de escola no Facebook foi o ponto chave para que ela descobrisse a doença.

Marido deu apoio durante tratamento
(Foto: Arquivo Pessoal)

“Uma menina que estudou comigo teve câncer de mama aos 26 anos. Foi em 2015. Eu fiquei chocada na época. Ela fez uma post público falando e eu contei para a minha irmã. Assustada, eu resolvi marcar médicos e fazer exames. Foi quando, no ‘meio de 2016’, senti um nódulo na mama esquerda”, lembra a jovem, que afirma ter ficado assustada só de pensar na possibilidade de ter câncer.

Pouco tempo depois dos primeiros sintomas, veio o resultado do exame confirmando o diagnóstico de câncer de mama. “Foi no dia 7 de julho de 2016, um mês depois de eu completar um ano de casada. No dia que descobri, fui procurar essa menina, porque possivelmente ela salvou a minha vida. Ficamos mais próximas, trocamos figurinhas, mas eu ainda não tinha externado para ninguém porque não sabia como fazer. Aos poucos tomei coragem e comecei a contar a minha história nas redes sociais”, lembra.

Roberta manteve os exercícios e garante que fizeram bem à saúde (Foto: Arquivo Pessoal)

Força compartilhada
A ideia de Roberta era manter o ciclo informativo que a alertou sobre a doença e continuar passando a mensagem de que é possível conviver com o câncer. Com postagens quase que diárias no Instagram, no endereço @vai.por.mim_, ela mostra o “outro lado” do tratamento e conta que, apesar de gostar do próprio cabelo, se sentiu bem careca.

Roberta usa lenço e diz que continua se sentindo
atraente (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu descobri que poderia estar doente por causa da internet. Tinha que continuar esse ciclo e ajudar de graça. Nunca ia imaginar que saltaria dos 300 seguidores para mais de 4 mil. As pessoas mandam mensagens perguntando o que fazer e como fazer. Até marido de mulher diagnosticada me procurou. Nessa hora, é muito importante a presença do companheiro. Eu poderia ter descoberto aos 50 anos que tinha um parceiro fantástico, mas tudo isso foi antes, porque ele nunca ficou inseguro ou se lamentou na minha frente”, disse.

“Apesar da mudança na aparência, ficar sem cabelo ou sem os seios, que são pontos que dizem muito para a mulher sobre feminilidade, eu não tive medo de ser menos mulher, de ficar menos atraente ou não ser reconhecida. Você aprende a lidar com as transformações físicas do corpo. Eu sei meus limites, mas continuo fazendo minhas caminhadas, me exercitando e me alimentando mesmo durante a químioterapia, que já terminei”, diz.

Próximo desejo
Praticamente sete meses após ser diagnosticada com câncer de mama, Roberta está curada. Ela comemorou não precisar fazer radioterapia, mas optou por retirar as duas mamas e fazer a reconstrução, além de colocar silicone. A jovem sabe que a rotina nos próximos anos será de alerta e muitos exames para que a doença não volte. Mais importante que isso, é não parar de sonhar e realizar cada desejo da lista que ela mesma criou.

“Serei uma paciente oncológica pelo menos pelos próximos cinco anos. Tenho que continuar me adaptando. Antes do câncer eu trabalhava em uma UTI pediátrica e tinha sonhos. Meus planos mudaram e a prioridade dos desejos também. Quero conhecer as sete maravilhas do mundo. O próximo da lista é conhecer o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e agradecer a cura”, finaliza.

Fonte: G1

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A LEI DO AMOR: CÂNCER DE LETÍCIA VOLTA E ISABELLA SANTONI RASPA OS CABELOS NOVAMENTE

Isabella Santoni vai raspar os cabelos novamente. É que o câncer de Letícia vai voltar em “A lei do amor”. Agora, a personagem vai passar por todo o tratamento como aconteceu com Camila (Carolina Dieckmann) em “Laços de família”. Só não é certo ainda que a atriz tenha que cortar os cabelos em cena.

Antes de começar a novela, Isabella raspou os cabelos para Letícia aparecer já com os fios maiores. A atriz até quis cortar de novo, mas a direção achou melhor que ela deixasse crescer para o efeito ser maior quando ela precisasse raspar nesse momento da recidiva do câncer.

Fonte: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/telinha/a-lei-do-amor-cancer-de-leticia-volta-isabella-santoni-raspa-os-cabelos-de-novo-20954903.html#ixzz4ZK0VjYfJ