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SBOC defende vacinação de pacientes oncológicos

Com a emergência da vacinação contra a COVID-19, a discussão sobre vacinação de pacientes oncológicos ganha mais relevância, trazendo à tona muitas incertezas. A crescente disseminação de fake news impactou a confiança da população na vacinação, mas, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), as vacinas aprovadas no Brasil são eficazes e imprescindíveis para a proteção daqueles que vivem com câncer e no combate à pandemia de forma geral.

Para enfatizar as condutas médicas baseadas em evidências científicas, a SBOC organizou um grupo técnico especializado para desenvolver recomendações sobre a aplicação da vacina contra a COVID-19 em pacientes oncológicos. 

  • Por que vacinar pacientes oncológicos contra a COVID-19?

Pessoas com câncer foram classificadas como grupo de risco para complicações da COVID-19. Estudos mostraram maior gravidade da infecção em pacientes oncológicos, com mortalidade variando de 6 a 61%, com risco de óbito por volta de 26%, muito acima do que na população geral (2 a 3%). Portanto, o intuito da vacinação é diminuir a morbidade e mortalidade da COVID-19 nos pacientes oncológicos.

Segundo Dr. Sandro Cavallero, diretor da SBOC e coordenador do Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central, há vários riscos envolvidos entre a associação do câncer e do novo coronavírus. “Além do impacto mais severo, a infecção pelo Sars-CoV-2 pode ter desdobramentos também no cuidado oncológico, levando a atrasos em exames diagnósticos, de triagem, tratamentos e monitoramento da doença, podendo levar a consequências devastadoras”, alerta.

“É importante lembrar que as vacinas contra COVID-19 aprovadas no Brasil são definitivamente seguras. A única vacina contraindicada para pacientes imunossuprimidos, ou seja, quando a eficácia do sistema imunológico é reduzida, é a vacina de Oxford, por conter vírus vivo. De qualquer forma, é imprescindível a avaliação médica individual de cada paciente quanto a possíveis restrições à vacinação”, afirma.

  • As vacinas contra a COVID-19 são eficazes nesses pacientes?

A princípio, sim. Dados de vacinação em pacientes oncológicos em outros contextos, como influenza, doença pneumocócica e herpes, sugerem haver um efeito protetor.

“A vacinação contra influenza, reduziu hospitalizações relacionadas à doença, interrupção de quimioterapia ou risco de morte”, explica Dr. Sandro. Baseados nesses dados e de outras vacinas, associado à interpretação dos mecanismos de ação das vacinas contra a COVID-19 (com agentes não vivos), pressupõe-se que a eficácia e a segurança da vacinação contra o Sars-CoV-2 seja similar à população geral. “A eficácia pode variar em diversos contextos, como tipo de tumor, extensão da doença, tratamento imunossupressor, entre outros. Entretanto, os benefícios da vacinação parecem ultrapassar substancialmente e significativamente os riscos”, complementa.

  • A equipe de saúde envolvida no tratamento oncológico deve ser vacinada?

Sim, desde que não haja contraindicação à vacinação ou componente da vacina.

“A vacinação da equipe de saúde contra influenza mostrou reduzir a transmissão da infecção em ambientes hospitalares. Além disso, alguns pacientes imunocomprometidos podem não adquirir resposta imune suficiente à vacinação, dessa forma, podemos evitar que a equipe, que trabalha em um cenário de alto risco, contamine esses pacientes”, esclarece Dr. Sandro.

  • Pacientes com história prévia de COVID-19 ou que já possuam anticorpos devem ser vacinados?

Sim. Alguns pacientes já infectados por Sars-CoV-2 foram incluídos em estudos clínicos e mostraram melhorar a resposta imune sem nenhum acréscimo à toxicidade da vacina.

Segundo Dra. Ignez Braghiroli, diretora da SBOC e coordenadora do Comitê de Tumores Gastrointestinais, não existe garantia de que a presença de anticorpos seja sinal de proteção futura. “Até o momento, não existe experiência suficiente relacionando a já existência deles no organismo com a proteção futura, e a duração da imunidade não está claramente estabelecida. O teste sorológico antes da vacinação não é recomendado, assim como não é utilizado para guiar o momento da vacinação”, completa.

  • Quem se vacinou ainda precisa usar máscara e seguir o distanciamento social?

Sim. Mesmo após a aprovação das vacinas e o início da vacinação no Brasil, temos um longo período até toda a população estar vacinada.

Fonte: SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – jan. 21

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Atraso no diagnóstico dificulta tratamento contra câncer ginecológico

Com a chegada do novo coronavírus, todos se viram em um cenário de isolamento e profunda mudança de hábitos. Uma das principais consequências foi o adiamento de consultas médicas e da realização de exames preventivos, que impactou diretamente na detecção precoce de doenças como os cânceres ginecológicos. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), de 50 mil a 90 mil casos de câncer podem ter ficado sem diagnóstico no Brasil apenas nos dois primeiros meses de pandemia.  

A pesquisa que realizamos ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Os cânceres ginecológicos são aqueles que afetam útero, ovário, endométrio, vulva e vagina. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados aproximadamente 30 mil novos casos por ano dessas doenças combinadas.

Dr. Tiago Kenji Takahashi, diretor técnico do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, explica os principais sintomas e como é feito o diagnóstico de cada tipo.

Colo do útero

O câncer do colo do útero é um dos mais frequentes entre as mulheres e, na maioria das vezes, é resultado de infecção pelo Papilomavírus Humano – HPV. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 16 mil casos são registrados por ano, com mais de seis mil mortes.

“A grande maioria desses óbitos, no entanto, poderia ser evitada com um diagnóstico precoce graças ao Papanicolau, um exame simples e rápido, que pode ser realizado no consultório e deveria ser feito por todas as mulheres anualmente”, diz o especialista. Uma forma também simples de prevenir o surgimento desse câncer é a vacinação de mulheres e homens contra o HPV.

Corpo do útero / Endométrio

Quando a doença afeta o corpo do útero ela tem origem, na maioria das vezes, no endométrio (tecido que reveste o órgão internamente). Dr Tiago explica que é esse câncer é mais comum em mulheres após a menopausa e seu principal sintoma é sangramento e dor pélvica. O INCA estima que o país tem cerca de 6.500 casos ao ano, com aproximadamente 1.700 mortes. O diagnóstico é feito com imagens clínicas e de imagem, como o ultrassom transvaginal.

Ovário

Com apenas cerca de 6.600 casos ao ano, segundo o INCA, esse câncer tem alta taxa de mortalidade. Isso acontece porque é uma doença que não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, começando a dar sinais somente quando já está avançado.

Dr Tiago Kenji conta que os primeiros sintomas costumam ser inchaço e dor no abdômen e na região pélvica, dores nas costas e mudança no hábito urinário ou intestinal, como indigestão, prisão de ventre ou diarreia. O diagnóstico precoce, no entanto, é possível com a realização de exame clínico periódico, exames laboratoriais e de imagem.

Vulva e vagina

Menos comum entre os cânceres ginecológicos, esse tipo raro costuma ter desenvolvimento lento e acomete principalmente mulheres idosas. Entre sinais que podem indicar a doença estão o surgimento de uma área na vulva com aparência diferente, com pele mais clara, mais escura ou coloração avermelhada, e com textura distinta da pele ao redor, mais áspera ou espessa. Também podem ocorrer coceiras que não passam, dor local e sangramentos.

“Para o diagnóstico precoce é importante a realização periódica do exame ginecológico clínico, complementado por Papanicolau, colposcopia e, se necessário, uma biópsia da região”, reforça o oncologista.

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Cuidados para manter o tratamento durante a pandemia

Cats, a pandemia ainda não acabou e precisamos redobrar os cuidados ainda mais nesta época de final de ano.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Mastologia alerta novamente sobre os cuidados essenciais que temos de tomar para nos protegermos e não pararmos nosso tratamento. Confira:

“O #COVID_19 nos colocou diante de um novo normal, onde precisamos ser cautelosos para evitar a propagação da contaminação do vírus. Sabemos também que enquanto isso outras doenças não nos darão trégua. Logo, é essencial que todos os pacientes não deixem seus tratamentos de lado, em especial as que estão na jornada contra o câncer de mama. Confira abaixo algumas orientações importantes:

🔸Seu tratamento oncológico não deve ser interrompido.

🔸Não se relacione presencialmente com pessoas que apresentem sinais de síndrome gripal, em investigação ou não por coronavírus.

🔸Evite exposições hospitalares desnecessárias.

🔸Leve no máximo 1 acompanhante às idas aos serviços de saúde.

🔸Evite aglomerações. Dê preferência ao deslocamento com carros particulares, se possível.

🔸O uso de corticoides para os pacientes em quimioterapia devem ser continuados, pois fazem parte do tratamento medicamentoso.

🔸Mantenha as orientações de higiene preconizadas.

🔸Contate seu médico urgentemente em caso de febre, tosse seca, mal estar e coriza.

🔸Se seu médico estiver em isolamento, ele deverá indicar um substituto.

🔸As orientações dietéticas permanecem as mesmas em relação ao já orientado previamente.

Sendo assim, busque sempre por orientações do seu médico e respeite as recomendações passadas por ele. Entendemos que são muitas as dúvidas que surgem nesse período e a melhor conduta somente um especialista será capaz de sugerir!”

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Paciente comemora última quimio em carro com balões

Cats, não há nada melhor do que comemorar o final do tratamento, não é mesmo? A Aparecida Conceição e Silva, de 59 anos, que venceu o câncer de mama nesta semana, encontrou uma forma super divertida de comemorar esta vitória.

Um carro branco decorado com balões vermelhos chamou a atenção de quem passava pela Avenida 23 de Maio na manhã da última terça-feira (8). No vidro, a frase explicava a razão do buzinaço e da celebração: “Minha última quimioterapia”. A cena foi registrada pela equipe da TV Globo e comoveu os motoristas que percorriam a via.

“Aquilo aconteceu porque foi uma maneira das minhas filhas levantarem minha autoestima, apesar de que estou bem, e comemorar mais uma etapa da químio, que não é fácil. É um dia de cada vez”, afirma Aparecida em entrevista ao G1.

A neta de Aparecida, Isabela Oliveira Serra, participou da organização da comemoração. “Pensei em fazer isso para minha avó porque ela está longe da casa dela, dos parentes e amigos. É uma forma de ela celebrar mais uma etapa”

“E na hora a gente pensou, ligou para a moça das bexigas, compramos bolo para levar par o hospital, para comemorar com as pessoas e aí foi essa alegria desde a hora que a gente saiu de casa, a gente mesmo já saiu buzinando feliz e no meio do caminho muito motoboy e mais pessoas tirando foto e filmando, foi muito legal”, conta a filha Patrícia Carvalho.

Aparecida não esconde a felicidade e a gratidão.

“Foi tudo de bom, graças a Deus, à minha família e aos profissionais do IBCC. Estou muito feliz, muito contente, muito esperançosa. Quero agradecer a minhas filhas, netos e genros, toda minha família, mas essas pessoas que citei sempre estiveram juntinho a mim, choraram comigo, correram comigo e não me deixaram faltar nada. Só tenho a agradecer a eles e a Jesus que me amparou e ampara. É tudo o que tenho.”

Vem conferir o lindo vídeo da comemoração da Aparecida nesse link https://glo.bo/37TW6lh

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Cat Cris Martins

Meu nome é Cristina Martins, 25, paulista, residente em Curitiba/PR há 8 anos. Sou mãe da Sophia (5) e da Helena (chegada prevista para Janeiro/2020).

Minha história se inicia em Março/2016, quando por uma dificuldade de evacuar procurei um Gastro. Após 1 mês e 13 dias sem conseguir ir ao banheiro fui encaminhada à dita BIOPSIA do estômago e vias intestinais, pois nesta fase já sangrava, tinha dores nas costas, cabeça e meu corpo se tornou pesado.

Em Maio/2016 veio o resultado – MELANOMA estagio lll – reto e intestino grosso. Às pressas fomos para as lavagens, retomoidoscopias, colonoscopias e então a cirurgia. Sem muito sucesso, já em Julho/2016 fui encaminhada às quimioterapias e radioterapias, que no início exitei. Pois de 67 kg já pesava 55 kg, não tinha mais psicológico para seguir adiante. Não tinha mais desejo, auto estima, ânimo.

Mas tive algo muito importante: Primeiramente DEUS ao meu lado que em momento algum me deixou só; Sophia que, ao acordar e dormir, dizia me amar infinitamente; minha família e meus amigos, que de todas as formas possíveis me deram forças e coragem para seguir adiante.

Então, em Agosto/2016, demos início às sessões semanais de quimio e radio (18 amarelas e 24 vermelhas). Na primeira sessão já pude perceber a queda de pelos como: sobrancelhas, braços e cílios. A partir da quarta meu cabelo se iniciou com a queda. Foi ai que a ficha realmente caiu.

Ficaria careca! Perderia a única coisa em mim que ainda me animava! Com indicação da psicologa, conheci o Instituto Flavia Flores, onde pude acompanhar na íntegra histórias como a minha, pude ver mulheres guerreiras vencerem, se assumir, aceitar.

Chegamos então a conclusão da doação do que ainda me restava do cabelo. 05/09/2016 na sede da Atitude na Cabeça em Curitiba/PR fiz minha doação, foram 36 rolinhos de cabelo, cada rolinho com fios de 62cm (Foto de capa).

Fiz da minha tristeza a alegria de alguém.E isso me deixava feliz. Na mesma semana recebi do Instituto vários lenços, de cores diferentes para poder abusar no visual. Enfim, Janeiro de 2017 minha luta chegou ao fim. Deus me concedeu a cura.

Hoje, 04/10/2019, sou uma mulher saudável. Sophia está com 5 anos e nossa família irá aumentar, pois em Janeiro/2020 receberemos nossa Helena que será a Luz de nossas vidas.

Sou grata pelo universo e pelas pessoas que me acompanharam e me acompanham até hoje, vivenciando comigo o meu relato!

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Droga moderna contra câncer de mama metastático será oferecida pelo SUS

Cats, a área relacionada à produção de medicamentos oncológicos está constantemente em evolução. E a nova descoberta é algo que pode revolucionar a saúde pública no Brasil.

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No início de julho, o Ministério da Saúde e a empresa farmacêutica Roche chegaram a um acordo quanto à distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do pertuzumabe, medicamento importante no tratamento de um tipo de câncer de mama em estágio avançado. Com o acordo da compra centralizada, as secretarias estaduais de saúde começam a receber a droga nos próximos dias ou semanas.

O pertuzumabe é um anticorpo usado como terapia-alvo em combinação com outro anticorpo, o trastuzumabe, e um quimioterápico, o docetaxel. O alvo dos anticorpos é a proteína HER2 (da sigla para receptor para fator de crescimento endotelial humano), cuja superativação aumento o crescimento e a proliferação celulares. Até 20% dos cânceres de mama são HER2+.

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Essa combinação de drogas, conhecida como duplo bloqueio, é usada há vários anos contra câncer de mama metastático HER2+ e aumenta a sobrevida das pacientes. Embora também haja benefícios importantes no uso em estágios iniciais da doença, a combinação só está aprovada, para uso no SUS, contra a fase avançada (metastática) do câncer de mama HER2+. Além disso, a combinação não funciona em outros tipos de câncer de mama que não envolvam a proteína HER2.

Por serem terapias-alvo, o pertuzumabe e o trastuzumabe têm efeitos colaterais geralmente brandos e bem tolerados. Os mais sérios são possíveis alterações cardíacas, que podem ocorrer em uma minoria de pacientes e cessam quando parado o tratamento. Por esse motivo, é importante o acompanhamento por ecocardiograma.

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Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), cinco estados e o Distrito Federal devem receber o pertuzumabe ainda em julho, enquanto outros dez estados, incluindo São Paulo, ficam para o início de agosto. Os estados restantes provavelmente buscarão a droga diretamente no almoxarifado do Ministério da Saúde.

Confira a matéria na íntegra no link https://bit.ly/3f7Qntx

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EM DECISÃO HUMANITÁRIA, STJ RECONHECE A NECESSIDADE DE COBERTURA DA PRESERVAÇÃO DE FERTILIDADE DE PACIENTE ONCOLÓGICO DURANTE TRATAMENTO POR PLANO DE SAÚDE

Após entendimento da 3ª Câmera do Superior Tribunal de Justiça, é possível obrigar plano de saúde a custear tratamento para preservação da fertilidade de paciente oncológica.


No último dia 26 de maio, o STJ determinou em sede do Recurso Especial nº 1.815.796 que o plano de saúde suporte, até o final do tratamento oncológico, com os custos da criopreservação dos óvulos de paciente diagnosticada com câncer de mama que realizará quimioterapia.

A decisão tratou corretamente o caso como preservação e não tratamento de fertilidade, de modo a distinguir do procedimento de reprodução assistida, excluído do rol de cobertura obrigatória pela Resolução Normativa nº 428 de 2017, da ANS, bem como na Lei dos Planos de Saúde. Assim, utilizando-se da mesma Lei, o Ministro Relator Paulo de Tarso Sanseverino aponta que a assistência à saúde “compreende todas as ações necessárias à prevenção da doença e a recuperação, manutenção e reabilitação da saúde (…) no sentido de que a obrigatoriedade de cobertura do tratamento quimioterápico abrange também a prevenção de seus efeitos colaterais, dentre os quais a já mencionada falência ovariana, que é a hipótese dos autos”.


A Ministra Nancy Andrighi ratificou em seu voto-vista que “se a operadora cobre o procedimento de quimioterapia para tratar o câncer de mama, há de fazê-lo também com relação à prevenção dos efeitos adversos e previsíveis dele decorrentes”. Ampliou, também, o conceito do princípio primun, non nocere (da não maleficência/primeiro, não prejudicar) trazido pelo Ministro Relator ao afirmar que se impõe ao profissional de saúde o dever de “não causar ao paciente um prejuízo evitável, desnecessário ou desproporcional ao provocado pela própria enfermidade que se pretende tratar”. Ou seja, impõe o dever de prevenir, quando possível, o dano previsível e evitável que, no presente caso, seria a infertilidade como possível efeito adverso da quimioterapia.


No entanto, a proposta inicial do relator era de obrigar o plano de saúde a pagar somente a retirada dos óvulos, uma vez que fora do corpo da paciente passariam à hipótese de reprodução assistida e, portanto, excluído de cobertura. Contudo, prevaleceu o voto da Ministra Nancy Andrighi que destacou que a operadora deve pagar o congelamento dos óvulos até que a paciente receba alta do tratamento quimioterápico, de forma que, ao final do tratamento poderá lhe ser devolvida a chance de exercer a maternidade a seu critério e no momento oportuno.

Essa decisão vai ao encontro dos avanços necessários a uma abordagem mais humanitária e à tutela dos direitos e interesses dos pacientes oncológicos, principalmente ao considerarmos o aumento da quantidade de pessoas cada vez mais jovens, em idade reprodutiva, com o desejo da maternidade ou paternidade, que recebem o diagnóstico de câncer, com aumento das taxas de sobrevida e cura da doença.

Colaboradora do IQeB – Advogada Marília Masiero Buccini Biscuola

Para quem quiser acompanhar a decisão do STJ é só clicar neste link.

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Estudo confirma que 10 minutos de exercício por dia diminui as chances de câncer

Cats, vocês já devem saber como é importante nos exercitarmos antes, durante e depois do tratamento. Porém, recentemente foi divulgado um estudo para comprovar isso.

Pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em conjunto com colegas de outros locais dos Estados Unidos, resolveram investigar a associação entre sedentarismo e mortalidade por câncer em geral.

O que eles descobriram é que as pessoas que ficavam sentadas por muito tempo ao longo do dia apresentaram um risco 82% maior de falecerem devido ao problema.

Porém eles também trouxeram boas notícias: trocar 30 minutos de inatividade por exercício físico de intensidade moderada, como andar de bicicleta, foi relacionado a uma probabilidade 31% menor de morte por câncer. Além disso, realizar dez minutos de uma atividade de baixa intensidade, como caminhar, também derrubou essa probabilidade em 8%.

Para chegar a esses resultados, os cientistas analisaram dados de mais de 8 mil participantes de um outro grande estudo americano entre 2009 e 2012. Esses homens e mulheres tinham 45 anos ou mais, além de apresentarem variados quadros de saúde – havia de diabéticos a praticantes regulares de atividade física. Nenhum deles tinha sido diagnosticado com câncer quando foram recrutados.

Os voluntários usaram um aparelho chamado de acelerômetro preso ao quadril por sete dias durante dez horas ou mais, ou seja, quando estavam despertos. Por meio de sensores, o dispositivo registra os movimentos que uma pessoa faz ao longo da jornada.

A taxa de atividade foi definida da seguinte forma: de 0 a 49 contagens por minuto, o indivíduo era considerado sedentário. De 50 a 1064 contagens, se movimentava em uma intensidade leve e, pelo menos 1065 contagens, de moderada a vigorosa.

Quem se mostrou mais inativo apresentou um risco 82% maior de óbito por causa da doença. Isso se manteve mesmo após os pesquisadores levarem em conta fatores como fumo, idade, peso entre outros. “O estudo mostra uma associação e não causa e efeito“, explica a cardiologista Luciana Janot, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. “Ou seja, não quer dizer que quem é sedentário vai morrer de câncer.”

O alento é que ao se movimentar por pelo menos 30 minutos, o perigo diminui. O risco também cai com apenas dez minutos mexendo o corpo em tarefas como limpar a casa ou jardinagem. “Com um pouco de exercício, já se reduz o risco”, diz a especialista. “Não precisa ser atleta.”

Cats, que tal já colocarmos isso em prática e começarmos a nos exercitar! Neste link https://www.instagram.com/tv/B_4rgSnHNuj/ vocês podem conferir um treino que o personal trainer Prof. Leandro Vertullo preparou! O melhor: o treino pode ser feito com objetos que você encontra em casa!

Fonte: Viva Bem – UOL

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Como forma de aliviar o tratamento, paciente produz crochê para bebês

A experiência de se voluntariar para uma ação social faz a diferença no desenvolvimento pessoal e fortalece a cidadania do voluntário, que é o cidadão motivado pelos valores de participação e solidariedade. Ele doa seu tempo, trabalho, conhecimento e habilidades, de forma espontânea e sem remuneração, para causas de interesse da sociedade.

Essa ação pode ser contínua ou pontual em alguma atividade específica. Mas, quem experimenta dificilmente deixa de praticá-la com frequência. E foi exatamente isso que aconteceu com a dona Marlene Scheurich, paciente do Hospital Santo Antônio, de Blumenau, que luta para vencer o câncer. 

Apesar de estar passando por um momento complicado, ela não abre mão do seu passatempo predileto: fazer crochê. Apaixonada por esta atividade, dona Marlene sempre participou de projetos do hospital, confeccionando diversas peças que trazem maior conforto aos recém-nascidos e crianças que estão internadas na unidade de saúde. 

Enquanto ela espera sua sessão de quimioterapia acabar, ela produz suéteres, toucas, meias e levas com muito amor e carinho. Recentemente, uma fisioterapeuta do hospital percebeu como Marlene ficava mais quietinha quando não estava com suas linhas, percebendo assim a paixão por crochê da paciente. 

“Algumas semanas atrás alguém colocou na caixa de doações do meu condomínio muitos rolos de linha para crochê. Eu estava de saída para o hospital e acabei levando os rolos para a dona Marlene, minha paciente. É o passatempo dela enquanto está no hospital fazendo quimioterapia. Nos últimos dias, ela estava mais calada, pois tinham acabado suas linhas, e quando entreguei os rolos, ficou muito feliz”, conta a fisioterapeuta em entrevista ao R7.

A paixão e vontade de fazer crochê é tão grande que as linhas já acabaram, mas a paciente teve uma linda surpresa. Ao descobrir a história de Marlene, uma empresa de Blumenau a presenteou com um kit de linhas e revistas. Radiante com a surpresa, ela confeccionou várias meias e toucas de bebê, que foram doados aos pequenos pacientes do hospital. 

Muito linda e inspiradora a história da dona Marlene. E você? Descobriu algum passatempo durante o tratamento?
Ou ainda, pretende ou já é voluntário em alguma Instituição?