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Tratamento oncológico: o que levar na mala? por Cyntia Soares

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Olá, Cats!  Hoje a nossa colaboradora, a Cat Cyntia Soares, do grupo Cancer Sem Tabu, fala nesse texto sobre o que devemos levar conosco no início de um tratamento do câncer e o que deveríamos deixar para trás. 

Hoje estava fazendo minha mala para uma viagem e depois de um tempo comecei a refletir sobre o que precisamos colocar na nossa bagagem quando vamos começar um tratamento oncológico e o que precisamos retirar para diminuir o peso!

Primeiro temos que começar retirando o que está ocupando espaço desnecessariamente para depois podermos adicionar o que realmente importa, né?! Vamos lá!

Eu começaria retirando o medo, a vergonha, a ansiedade, a culpa, a raiva por estar doente, as dúvidas, os curiosos de plantão, as receitinhas milagrosas e a sensação de estar sem chão!

Depois adicionaria os elementos principais para que o tratamento seja o menos sofrido possível, como fé (independente de religião), esperança, coragem, muitas peças de paciência (precisamos de muito paciência para esperar a próxima etapa, para guardar o repouso, etc), humildade para aceitar ajuda, força, energia física/mental, resiliência e determinação.

Você percebeu que está faltando alguma coisa na mala? Pois é, não adicionei os nossos fiéis escudeiros (família, amigos e profissionais de saúde). Sei que eles não medem esforços para diminuir as dores físicas e acalmar o nosso coração, mas eles não entram na mala… você sabe o motivo? É muito simples: eles não entram na mala porque precisamos da ajuda deles para carregá-la! E eles lindamente carregam a bagagem com a gente durante toda a jornada, assim temos a adição de amor, alegria (dá para ser feliz durante o tratamento), compreensão, cuidado, carinho e companheirismo!

Sei que a tarefa de retirar alguns dos itens que citei é bem difícil, talvez até impossível, mas, pelo menos, se esforce para adicionar os que citei… você poderá até pagar excesso de bagagem, mas com certeza terá um voo mais tranquilo e chegará ao destino com um sentimento enorme: gratidão!

Agora fiquei curiosa!
O que você retiraria da sua mala? E o que adicionaria?

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Minha experiência com cuidados paliativos por Vivi Roos

A nossa querida Cat Viviane Roos nos contou a experiência dela com os cuidados paliativos! Confiram! 

“Os cuidados paliativos, na verdade, não são uma opção, eles são indicados pelos médicos no caso da doença ter avançado para o estágio de metástase onde o paciente terá medicamentos para controlar a doença, mas não para curar. É a assistência integral oferecida para pacientes e familiares quando estão diante de uma doença grave que ameace a continuidade da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Quando o meu oncologista me encaminhou, fiquei com um pouco de receio, porque o que a gente tem na memória desse assunto é que os cuidados paliativos significam que não tem mais jeito, e tal, mas na verdade hoje é indicado que sejam iniciados o quanto antes, junto com os demais tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, além de incluir todas as investigações necessárias para uma melhor compreensão e manejo dos sintomas.
Os médicos, enfermeiros, massoterapeutas devem conhecer o paciente a fundo e assim melhorar a qualidade de vida dele. Embora eu trate um câncer de mama com metástase óssea e no fígado, tenho poucos problemas que necessitem de intervenção e medicação para dor, mas, caso ocorra, tenho o contato direto com a equipe de enfermagem do hospital onde eu me trato para me ajudar.
Além disso, faço exercícios liberados pelos médicos, me alimento bem, pratico yoga e massagens…tudo para manter meu corpo e mente funcionando da melhor maneira possível.” 

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A vida é uma troca por Dra. Fabiola La Torre

Cats queridas, a nossa parceira Cat Master, médica e escritora, Fabiola La Torre – de médica à paciente. Drafabiolalatorre.com, traz esse lindo depoimento sobre sua experiência de luta contra o câncer e todo o seu aprendizado com essa experiência! 

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 “A foto à esquerda foi tirada exatamente há 2 anos atrás, e a foto à direita é como eu me pareço agora….A quimioterapia tomou muito de mim. Um pouco da minha força física, meus cabelos, minhas sobrancelhas, meus cílios e meu tempo no sol no verão. Ela tentou me causar olheiras, mas eu usei e abusei da minha dermatologista @clinicadanielapellegrino e da maquiagem 

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para não permitir isso. Aliás, esse foi um ponto positivo dela : fiquei craque na make.Eu olho para esta foto e não posso deixar de me sentir a pessoa mais sortuda do planeta….Eu me lembro do que a quimioterapia e toda essa jornada do câncer me deram e meu coração pulsa forte. Esta jornada me deu uma perspectiva por cada momento que tenho nesta Terra….A Fabíola de 40 anos de idade à esquerda tinha algo a ensinar para a Fabíola que viveria após os 42 anos. Ela precisava ensinar que o mundo é lhennnnndo, mas a seleção é necessária. Seleção de amigos, que na verdade não são amigos. Seleção de empregos, que não sua razão de vida, mas apenas uma ponte para que possamos chegar onde realmente é o nosso lugar. E precisava me mostrar que apesar de tentar acertar, erramos. E os tropeços servem de exemplo para muitos e para nós mesmas. E embora um dia minha aparência possa ter parecido cansada e doente, as coisas que cresceram na minha alma, por mais que nunca possam ser vistas em uma foto, são lindas. Por tudo isso, sou eternamente grata… Em resumo, a quimio tomou muito de mim, mas me devolveu muito em troca. A vida é uma troca. Não desista, você sempre será a inspiração de alguém!!!!”

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O que são Cuidados Paliativos?

Olá Cats queridas, vamos falar sobre cuidados paliativos? 
Os cuidados paliativos são um conjunto de ações voltado para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que passem por situações de doença que ameace a vida, seja incurável ou não responda mais aos tratamentos, procurando prevenir e aliviar as dores, os sofrimentos e outros sintomas que a doença possa causar. Esses cuidados geralmente oferecem também suporte psíquico-espiritual e social, apoios que inclusive devem estar presentes desde o diagnóstico até o fim da vida, pois o tratamento de um paciente com câncer não é interrompido porque ele está recebendo cuidados paliativos.

Esse tipo de ação promove muitos benefícios aos pacientes oncológicos como:
– Tratamento para as condições clínicas do paciente não relacionados ao câncer. 
– Apoio emocional. 
– Ajuda com preocupações práticas, como questões financeiras e profissionais. 
– Aconselhamento espiritual. ‍
– Alívio para os cuidadores. 

Se a quimioterapia ou outros métodos já não mostram resultado ou melhoram a qualidade de vida, você pode conversar com o seu médico oncologista sobre o prognóstico e os riscos potenciais de continuar o tratamento do jeito tradicional, assim ele poderá te ajudar a tomar decisões sobre o rumo do seu tratamento e a optar por cuidados paliativos. Existe, sim, a opção pessoal do paciente de optar por interromper o tratamento ativo para o câncer e tornar os cuidados paliativos o foco principal, mas não é obrigatório. Compreender o papel dos cuidados paliativos nos ajuda a fazer as escolhas adequadas.

Os cuidados paliativos podem ser administrados em casa, onde o paciente está geralmente mais confortável, ou em hospitais e clínicas de grande porte, onde há especialistas em cuidados paliativos em sua equipe multidisciplinar. Eles também podem ter uma equipe de cuidados paliativos que monitora e atende às necessidades dos pacientes e familiares. Alguns hospitais podem ter programas ou serviços que tratam de questões específicas de cuidados paliativos, como linfedema, controle de dor, sexualidade ou problemas psicossociais. Se você pretende iniciar essa nova fase na sua vida com câncer, peça ao seu médico de confiança uma indicação de especialistas que trabalham com cuidados paliativos ou informe-se em hospitais da região ou centros médicos.

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O que é metástase por Dr. Felipe Ades

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Bom dia Cats, o texto novo do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades esclarecendo para nós o que é metástase e como ela funciona!! Confiram!! 

Metástase é uma palavra de origem grega que significa “próximo local”. As metástases ocorrem porque células do câncer se desprendem do seu lugar de origem, migrando para locais distantes do corpo, onde voltam a crescer formando novos tumores. A capacidade de gerar metástases é uma das características que definem o câncer.

As células cancerígenas são capazes de liberar substâncias ao seu redor que quebram as ligações normais que existem entre as células saudáveis. Ao quebrar essas espécies de âncoras biológicas, as células cancerígenas podem “caminhar” e alcançar os vasos sanguíneos ou linfáticos (por onde caminham parte das células de defesa). Este processo é conhecido tecnicamente como transição epitélio-mesenquimal.

Câncer e metástase. A figura representa uma célula cancerígena saindo do seu lugar de origem, entrando em um vaso sanguíneo e saindo em outro local, para formar a metástases

Ao chegar nos vasos sanguíneos e linfáticos as células cancerígenas fazem pequenos furos entre as células que formam os vasos. Posteriormente elas podem entrar na corrente sanguínea ou linfática e a partir daí alcançar locais distantes do corpo.

Ao circular pelo sangue eventualmente esta célula pode entupir um vaso sanguíneo menor, ou pode se ligar à parede de um vaso sanguíneo longe do local de onde ela entrou. Em seguida a célula cancerígena sai do vaso sanguíneo e volta a crescer formando um novo tumor, que chamamos de metástase.

É importante notar que as células da metástase continuam sendo células com as características do seu local de origem. Por exemplo, um câncer de intestino pode crescer invadindo os vasos sanguíneos, e causando metástases à distância no fígado. Estas metástases são compostas por células do câncer de intestino e continuam tendo o mesmo comportamento. Esta pessoa deve ser tratada com medicamentos contra o câncer de intestino.

Um outro exemplo: O câncer de mama pode causar metástases ósseas, nestas situações é comum haver confusão e se achar que tem duas doenças: um câncer na mama e outro câncer no osso. Na realidade se trata da mesma doença, um câncer de mama que causou metástases para os ossos. Estas metástases continuam sendo câncer de mama, mas crescendo a distância do seu lugar de origem.

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Por que o cabelo cai durante a quimioterapia por Dr. Felipe Ades

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Boa tarde, Cats!  Vocês têm dúvida sobre o motivo da queda de cabelo durante a quimioterapia??  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades esclarece o assunto para nós nesse texto! 

Existe um mecanismo de ação em comum, todos os medicamentos conhecidos com quimioterapia agem atacando as células de rápido crescimento. Como a célula cancerígena tem a característica de crescer e se multiplicar mais rapidamente que as células normais do corpo, ela é mais afetada pelos medicamentos.

O problema é que existem células normais do corpo que também se reproduzem rápido, e estas células são igualmente afetadas pelos medicamentos. Logo, alguns efeitos colaterais são esperados durante o tratamento com quimioterapia, e um deles é a queda de cabelos. Como os cabelos estão em constante crescimento, a quimioterapia afeta sua raiz, levando a queda dos cabelos. Este é um efeito comum de medicamentos como as antraciclinas (doxorrubicina e epirrubicina), os alquilantes, como a ciclofosfamida e os inibidores de topoisomerase, como o irinotecan. Outros medicamentos, como os taxanes (docetaxel e paclitaxel), afetam a estrutura do fio de cabelo, tornando-os mais quebradiços e também causando sua queda. A radioterapia na região da cabeça é outro tratamento que causa queda de cabelos. Por vezes, quando o tratamento é mais intenso, ou a pessoa mais sensível, pode haver queda de pelos corporais, e até mesmo cílios e sobrancelhas.

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história sobre Cuidados Paliativos: daniele castro e renato leite

Cats, temos uma história linda para esse sábado: o relato da Daniele Castro sobre o Renato Leite, seu namorado, que passou pela experiência de viver sob cuidados paliativos, um conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do sofrimento, um assunto super interessante! Confiram o texto dela! 

Quando recebemos o diagnóstico da médica, no início de fevereiro, já soubemos que o Renato era um paciente paliativo, ou seja, que sua doença, para nossa medicina, não tinha cura. Esse é o entendimento atual relativo ao câncer estágio IV (metastático), quando a doença já atingiu outros pontos do corpo além do órgão original. Era assustador mas precisávamos entender, para continuar lutando, que um paciente paliativo não é um paciente terminal. A busca é por controlar a doença e torná-la semelhante a uma condição crônica pra que o paciente possa viver bem pelo máximo de tempo (anos até) dentro de suas condições (permitidas e desejadas). Esse era o nosso desejo. Apesar de querer muito falar de sua situação abertamente, o Renato optou por não o fazer, imaginando que haveria muito mal entendido e que as pessoas, ao ouvirem a palavra paliativo, escutariam a palavra morte, o sentenciaram precocemente e transmitiriam energias de medo e desespero. E ele era um amante da vida. 
A verdade é que as pessoas se apegam muito, principalmente no caso do câncer, à palavra cura, esquecendo que nem todo paciente pode ser curado (e afinal o que é estar curado? Um conjunto de parâmetros médicos…). É preciso falar sobre isso, para que possamos falar sobre a possibilidade da morte e sobre toda a vida que deve ser vivida antes que isso aconteça. É assim pra todo mundo, a diferença é que o paliativo se dá conta disso todo dia (obrigada Thailinn Young por falar disso pra mim lá no início). No caso do Renato, e cada história é uma história, a doença estava bastante avançada, ele tinha muitos pontos de metástase e a luta era mais difícil, mas conhecemos outros casos de paliativos que viviam bem controlando suas doenças (nossa maior inspiração eram as @paliativas no insta, conheçam).
Hoje, vejo que a evidência da morte nos coloca cara a cara com a evidência da vida e nos questiona sobre a forma como queremos viver, inclusive se queremos viver dentro de determinadas condições. Conhecemos nesses meses a medicina paliativa, que ainda está engatinhando no Brasil. Os médicos e as equipes dos hospitais se esforçam mas estão presos a práticas criadas por uma ciência que se desenvolveu pelo olhar para a doença e sua cura e não para o paciente e sua forma (qualidade) de viver, como requer o paliativo. Os hospitais não estão preparados, seus protocolos se baseiam em confinamento, excesso de drogas e procedimentos invasivos. Muitos profissionais parecem perder a capacidade de enxergar o paciente como um ser pleno e autônomo pra conhecer inteiramente sua própria condição e decidir sobre seu corpo. O universo da medicina paliativa é novo e riquíssimo, amplia os horizontes do cuidado, requer uma conjunção de profissionais, práticas, saberes, afetos. Há muito a ser feito.
Não é de hoje, mas agora ainda mais, entendo que é preciso falar sobre a morte sem desespero, com consciência. Mesmo que essa realidade não esteja batendo na nossa porta (e quem sabe, afinal?), é preciso tê-la em nosso horizonte. Falar sobre morte sem que isso esgote nossa vontade de viver, para que possamos pensar nos cuidados, nos grandes e pequenos prazeres e desejos, em como respeitar escolhas relativas ao fim de nossas vidas e, enfim, em como maximizar a experiência de viver de cada um, dentro do que a própria vida permitir.

Obs.: O Renato fez tratamento com quimioterapia, que tinha o objetivo”paliativo” e não de “cura”. Não optamos em momento nenhum por não fazer o tratamento tradicional.

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A relação entre a dieta e o câncer

Boa noite, Cats!  Se vocês têm curiosidade de saber qual a relação das dietas e dos alimentos com o câncer, leiam a matéria abaixo e fiquem por dentro dos estudos científicos acerca desse assunto! 

Os especialistas concordam que manter o peso na faixa saudável, praticar atividades físicas regularmente e não fumar são fatores importantes na prevenção ao câncer. Se alimentar de forma saudável também é fundamental, mas quando se trata dos alimentos que compõem a dieta, no entanto, ainda não há muitas evidências científicas para nos indicar quais os alimentos ideais.

Segundo a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), um terço dos casos de câncer está relacionado a escolha de estilo de vida que inclui a alimentação. Embora muitos pesquisadores tenham se dedicado a esse tema, não é fácil chegar a conclusões definitivas.

Os cinco pontos mais importantes são os seguintes:

1) Não há provas da existência de dietas capazes de evitar o aparecimento da doença.  

É possível que dietas ricas em grãos, azeite de oliva, óleo de peixe, nozes, avelãs, amêndoas e castanhas do Pará reduzam a incidência de câncer de mama. Faltam, no entanto, estudos confirmatórios. Como a maior parte dos casos de câncer está associada a mutações gênicas, é pouco provável que alguns alimentos sejam capazes de corrigi-las.

2) Vegetais como as crucíferas (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e outras) são ricos em minerais e vitaminas. 

Seus efeitos protetores foram documentados em relação aos cânceres de boca, faringe, cordas vocais, esôfago e estômago. Por outro lado, pode ser que esses vegetais façam parte da alimentação de pessoas mais cuidadosas, com estilo de vida que as proteja de diversas doenças, inclusive o câncer.

3) A soja 

Um estudo mostrou que, num período de nove anos, mulheres com câncer de mama que consomem quantidades maiores de produtos de soja diminuem 21% no risco de morrer da doença.

4) O café 

São confusas as informações a respeito da relação entre consumo de café e o risco de câncer. Depois de rever perto de mil estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que tomar café não aumenta a incidência da doença, pelo contrário, reduz o risco de câncer de fígado e de endométrio, e que ingerir bebidas muito quentes aumenta o risco de câncer de esôfago.

5) Churrascos 

Um estudo recente mostrou que a ingestão de quantidades maiores de carnes grelhadas e defumadas pode aumentar a incidência de câncer de mama, uma vez que essas formas de preparo estão associadas à produção de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), substâncias carcinogênicas em animais de laboratório.

Alguns trabalhos levantaram a suspeita de que consumo exagerado de carne frita e de churrascos bem passados estejam associados ao aumento de risco de câncer de cólon, reto, pâncreas e próstata.

Fonte: Portal Drauzio Varella

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CONHECENDO MELHOR O CÂNCER DE MAMA TRIPLO NEGATIVO POR DR. FELIPE ADES

Cats, essa matéria do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista sobre câncer de mama triplo negativo está ótima e esclarece muito sobre esse tipo de diagnóstico!! 

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 Confiram!

Câncer não é uma única doença e sim um conjunto de diversas enfermidades que têm comportamentos, localizações, e resposta a tratamentos diferentes. O câncer de mama é um bom exemplo de como os diversos tipos de câncer podem ser diferentes, apenas esta doença hoje é dividida em 4 subtipos. São eles os cânceres luminais A e B, o câncer HER2 positivo e o triplo negativo.

O câncer de mama conhecido como triplo negativo tem características bem diferentes dos demais cânceres de mama. A cada 10 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, duas terão o tipo triplo negativo. Em geral estes são cânceres que se formam nas células dos ductos por onde passa o leite materno, e têm como característica o crescimento acelerado das células cancerígenas.

O nome triplo negativo é dado pela análise de algumas características do câncer de mama que estão ausentes nesta doença. Sempre que se faz o diagnóstico de câncer de mama é necessário avaliar se a doença apresenta moléculas conhecidas como receptor de estrogênio, receptor de progesterona e receptor HER2. Nenhum destes 3 receptores está presente neste tipo de câncer de mama, por isso são chamados de triplo negativo.

Muito progresso tem sido feito na compreensão dos mecanismos de desenvolvimento e diferenciação do câncer de mama.

Nas células normais, estes receptores funcionam como antenas que percebem os hormônios e fatores de crescimento que circulam normalmente pelo organismo, e crescem estimulados por eles. Quando células cancerígenas apresentam estes receptores elas crescem de maneira descoordenada e com muita velocidade quando os receptores se ativam. Por isso foram desenvolvidos medicamentos que bloqueiam justamente esses receptores. Para os receptores hormonais usamos medicamentos como tamoxifeno, anastrozol, letrozol, exemestano e fulvestranto; para o HER2 podemos usar o trastuzumab, o pertuzumab, lapatinib e o TDM1.

No câncer triplo negativo nenhum destes remédios pode ser utilizado, pois este tipo de câncer não apresenta os seus alvos. Isto, no entanto, não muda a escolha de tratamento com cirurgia e radioterapia, mas orienta a escolha dos medicamentos a serem utilizados, em geral quimioterapia citotóxica. Como a quimioterapia age atacando as células que se dividem rapidamente ela é o tratamento mais efetivo nesta doença. A quimioterapia no câncer de mama triplo negativo tem melhores resultados que em cânceres de mama de outros tipos. Por vezes utilizamos a quimioterapia antes da cirurgia, com o intuito de reduzir a doença e facilitar a cirurgia. Existe uma boa chance do câncer triplo negativo desaparecer com a quimioterapia, mas mesmo assim é necessária a cirurgia. Caso ainda sobre doença após a cirurgia é possível complementar o tratamento com dose adicionais de quimioterapia no pós operatório para aumentar a chance de cura.

Ainda não existe nenhum alvo para tratamentos específicos contra o câncer de mama triplo negativo. Muitas pesquisas têm sido feitas a procura destes alvos e conforme vamos conhecendo mais a doença, novos e melhores medicamentos vão sendo desenvolvidos.

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Neutrófilos são afetados pela quimioterapia e podem ter seu número reduzido durante o tratamento.

Bom dia, Cats!  Vocês já ouviram falar dos neutrófilos? São as células mais numerosas do sistema imunológico e têm como principal função o combate às infecções.   O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista explica mais sobre isso nessa matéria superinteressante aqui!  Confira:

Os neutrófilos são as células mais numerosas do sistema imunológico, correspondendo a quase 70% das células de defesa. São células que ficam circulando no sangue, em sua maior parte, e têm como principal função o combate às infecções.

Durante o ataque imunonógico às bactérias invasoras, um outro tipo de célula, o plasmócito, libera anticorpos no sangue. Esse anticorpos funcionam com balas teleguiadas e vão se grudar à superfície das bactérias agressoras. O neutrófilo age engolindo e digerindo as bactérias cobertas por anticorpos, processo conhecido como fagocitose. Além disso libera substâncias no local da infecção, para chamar mais células de defesa.

Estima-se que o nosso corpo produza em torno de 100.000.000.000 de neutrófilos por dia. Esta é uma célula de vida curta, durando entre 5 horas e 5 dias.

Como é uma célula de crescimento e divisão rápida, é bastante afetada pela quimioterapia. Medicamentos contra o câncer podem causar a baixa dos neutrófilos (conhecida como neutropenia) e aumentar o risco de infecção durante o tratamento.

Um dos motivos do intervalo entre as doses de quimioterapia é aguardar a recuperação da quantidade de neutrófilos no sangue. Nenhum tipo de dieta, suplemento, chá, alimento ou repouso aumenta a velocidade de recuperação dos neutrófilos. Quando há necessidade de aumento rápido (como em casos de infecção) podemos fazer medicamentos estimuladores, mas na maioria dos casos o tempo é suficiente para a recuperação (para a maioria dos medicamentos o efeito máximo de queda ocorre em torno de 10 dias e a recuperação em duas a três semanas).