Se você assistiu ao Oscar, com certeza deve ter visto uma Cat maravilhosa subindo ao palco para receber um dos prêmios da noite.
Essa mulher incrível se chama Julia Reichert, de 73 anos, e venceu o Oscar de melhor documentário por “Indústria Americana“. Ela está em uma luta contra o câncer na bexiga há um ano e meio.
Em uma entrevista à imprensa internacional, Julia contou que já venceu o câncer uma vez, mas ele retornou. “Na verdade, é um câncer incurável, é fatal, e estou muito ciente disso. Isso mudou a perspectiva da minha vida de certa forma, quanto ao que é importante. Mas, no final, estou cheia de esperança. Ainda há muitas coisas que quero fazer. Isso me dá a sensação de querer focar minha vida no que trará a mim e às pessoas ao meu redor mais alegria”, contou Julia.
A Cat dirigiu, ao lado do marido, Steven Gognar, o filme “Indústria americana” (Netflix), que foi a primeira produção da Higher Ground, produtora que Barack e Michelle Obama criaram há um ano. Na narrativa, a dupla de documentaristas acompanha as difíceis relações laborais no mundo globalizado.
Somos seres puramente energéticos, formados por uma anatomia sutil e energética extremamente complexa. Assim como temos nosso corpo material e órgãos físicos, também dispomos de corpos e órgãos energéticos e sutis.
Toda esta estrutura está em constante comunicação e integração. O que se passa em nossos ambientes energéticos influencia diretamente nossa entidade física e material.
Atualmente até mesmo a ciência e a medicina convencional já aceitam esta “hipótese”, de que dispomos de uma anatomia sutil que existe além da matéria. Este pode parecer um conhecimento moderno e atual, mas o que se diz hoje sobre a nossa anatomia sutil já era conhecido há 6.000 anos atrás. O desenvolvimento da ciência nos levou a questionar e duvidar deste conhecimento milenar, que esteve presente em todas as culturas, desde os primórdios da experiência humana sobre a Terra.
E essa nossa anatomia energética é impactada e alimentada pela nossa consciência! Tudo aquilo que acontece no âmbito das nossas emoções, sentimentos e pensamentos irá certamente gerar consequências em nosso físico.
Todas as principais linhas terapêuticas, e até mesmo a medicina, já postulam sobre o impacto das emoções sobre nosso corpo físico. Escutamos regularmente que a raiva pode afetar o nosso fígado, que a tristeza enfraquece os pulmões, que a ansiedade adoece o nosso estômago, que o medo perturba os nossos rins. Existe uma lista enorme de manifestações físicas que são resultado de realidades emocionais.
Vários autores mundialmente renomados falam com propriedade sobre isto, como o Professor Massaro Emoto do Japão, com sua obra “Mensagens da Água”, onde ele relata o impacto das emoções humanas sobre a forma da molécula de água. Como o Dr. Bruce Lipton, cientista americano que em seu livro “A Biologia da Crença” fala sobre como emoções, pensamentos e crenças interferem em nossa química corporal.
A questão agora é, se já aceitamos a hipótese de que nossas emoções e pensamentos podem nos adoecer, porque ainda é tão difícil aceitarmos que esta mesma força, este mesmo mecanismo, possa nos curar? Se algo que habita o nosso universo emocional pode gerar em nós uma doença física, será que uma emoção diferente, de mais alta vibração e qualidade, não poderia nos curar e manter nossa saúde?
Um grade paradigma precisa ser mudado, rapidamente! Vivemos uma época em que se solidifica cada vez mais uma Crença na Doença! Somos constantemente bombardeados por informações que geram em nós quase que uma expectativa de adoecermos. Podemos adoecer a qualquer momento porque consumimos alimentos contaminados por agrotóxicos, porque vivemos todos com alto nível de estresse, porque habitamos cidades poluídas, porque estamos em contato constante com químicos nocivos e plásticos de toda espécie. Já pensamos que podemos adoecer até mesmo em função da contaminação eletromagnética.
Nunca se investiu tanto em pesquisas sobre o Câncer e nunca tivemos índices tão alarmantes desta doença. Hoje já se diz que uma em cada três pessoas irão desenvolver algum tipo de Câncer em algum momento da vida. Ouvindo este tipo de informação, quase que nos colocamos conscientemente nesta “lista”.
Quando é que iremos desenvolver uma Crença de Saúde ao invés de alimentarmos uma crença de doença? Quando é que o foco de toda a mídia e da medicina convencional mudará para aquilo que nos torna mais saudáveis?
Se podemos adoecer tão facilmente à partir de nossas crenças, pensamentos e emoções, temos todos a mesma capacidade de nos curarmos! Basta apenas mudarmos em nós os padrões que nos levaram a adoecer. Simples assim!
Mudanças nos hábitos de vida, abandono de vícios nocivos, alimentação mais saudável, contato com a natureza, desapego material, resolução de questões emocionais conflituosas, equilíbrio emocional, a prática do perdão e da gratidão, tudo isto tem um potencial e uma força de cura incríveis, basta colocarmos em prática. E esta prática envolve compromisso, comprometimento, paciência, dedicação! A cura, assim como o adoecimento, é algo que vamos construindo aos poucos.
Que em 2020 tenhamos todos uma Crença de SAÚDE! Que possamos todos acreditar que a Cura é algo possível.
O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células. É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia. A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro. Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas. Converse sempre com seu médico!
O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células. É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia. A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro. Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas. Converse sempre com seu médico!
O Instituto Quimioterapia e Beleza alerta, conforme informações do HAC, à prevenção do câncer de boca.
A Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal tem como objetivo chamar atenção das pessoas para essa doença e estimular ações de prevenção.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de boca é a doença mais comum entre homens e 70% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 40 anos. Além disso, o tumor é caracterizado por ferimentos na boca, podendo afetar a mucosa, a língua e os lábios. O principal sintoma é a não cicatrização.
O cirurgião dentista do Hospital Amaral Carvalho em Jaú, Giovane Furlanetto, afirma ser necessário ficar atenta às alterações na boca e explica que o autoexame pode auxiliar na identificação de lesões, feridas, caroços ou inchaço nas bochechas. “O autoexame não substitui o exame clínico. É importante visitar o médico ou dentista de confiança com frequência, pelo menos uma vez ao ano”, ressalta.
Durante o ano inteiro o hospital mantém o Programa de Prevenção do Câncer de Boca, com atendimento para Jaú e região.
Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a ingestão de bebidas alcoólicas e uso de cigarros e outros fumos. Além disso, a má higiene da boca e a má alimentação também são apontadas como causa do câncer.
O doutor Giovane Furlanetto orienta que a prevenção está em uma alimentação saudável, bons hábitos, prática de atividades físicas e proteção solar. Se houver um diagnóstico precoce, a doença pode ser tratada com cirurgia e tem altas chances de cura.
Estamos felizes em anunciar que temos uma nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama (2012-2014 UDESC – Florianópolis).
Ela vai escrever sobre o assunto “atividade física”.
Confiram o primeiro texto dela!
Atividade física está relacionada ao câncer?
Essa é uma boa pergunta para iniciarmos a temática aqui no Quimioterapia e Beleza. Atualmente, um estilo de vida fisicamente ativo é alvo de grande parcela da população em geral. É comum vermos pessoas correndo, caminhando e pedalando pelas ruas, além dos diversos tipos de academias, espaços ao ar livre, estúdios e modalidades de práticas de exercícios físicos oferecidos no mercado. A população tem se preocupado mais com a saúde (e também com a estética!) e a prática de atividade física entra como protagonista nessa história. A grande e boa notícia é que os efeitos da atividade física também se aplicam para pacientes oncológicos (eba!). Daí surge a pergunta: como a atividade física está relacionada ao câncer? Cats, a atividade física está relacionada ao câncer dos modos mais belos que se possa imaginar! Com o decorrer das colunas (estaremos juntas quinzenalmente!), vamos abordando mais cada tema. Como uma boa pessoa ansiosa que sou, já adianto as principais relações de atividade física e câncer que são importantes vocês saberem e irem mentalizando essa ideia, são elas: – A atividade física age como fator de proteção para risco, incidência, recorrência do câncer, e de mortalidade, específicas por câncer e em geral; – A prática de exercícios físicos age como fator de proteção para os efeitos indesejáveis dos tratamentos oncológicos como, por exemplo, diminuindo a famosa fadiga ocasionada pelos exaustivos tratamentos; – Atividade física e exercício físico têm grande efeito positivo sobre aspectos psicológicos de pacientes oncológicos, como, por exemplos, sobre a depressão, ansiedade e autoestima, além do caráter social envolvido; Precisamos de mais relações? Tudo bem, podemos citar os efeitos esperados no “físico”, ou seja, melhoras na resistência e força muscular, melhora da função cardiovascular, melhoras nas limitações físicas (como aquela fraquezinha ou limitação no braço do lado referente ao da mama operada, sabe?) e, de quebra, uma melhora na composição corporal, auxiliando no ganho ou perda de peso corporal (cada caso, um caso). Todas essas relações são comprovadas cientificamente, mas nem sempre são de saber da população. Infelizmente, ainda há muito mito em cima disso: o repouso, a figura do enfermo
frágil, mas não é assim que tem que ser (como bem podemos ver aqui no site). Nessa fase da vida, as barreiras para iniciar uma prática de atividade física parecem ser infinitas e invencíveis. As escolhas diárias que fazemos refletem em nosso agora e nosso amanhã. As razões para praticar atividade física sobrepõem qualquer justificativa que pareça impedir, naquele dia, de se mexer o mínimo que seja. É comum as pacientes cessarem a prática de atividade física quando inicia aquele processo diagnóstico-tratamento. Às vezes, por indicação médica. Às vezes (ou muitas vezes e com razão), por falta de vontade própria. A verdade é que, a prática de atividade física de pacientes oncológicos quando bem orientada por um profissional de Educação Física qualificado em conjunto com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde envolvidos, é altamente recomendada e benéfica. Essa orientação é imprescindível e a individualidade dos pacientes é fundamental na prescrição de exercícios físicos. No próximo texto, falaremos mais especificamente sobre os efeitos da prática de atividade física (e a diferença entre esta e exercício físico), como e por que eles ocorrem, nos pacientes oncológicos, ok? Por hoje, ficamos com a sementinha plantada. Para fechar, o que gosto de dizer: o exercício físico faz bem em qualquer fase da vida!
Bom dia, Cats!! Essa é uma dúvida que muita gente tem: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado? O Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, responde para nós nesse texto!! Confiram:
Uma questão que aparece com frequência durante surtos de doenças infecciosas é: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado? Recentemente esta questão tem aparecido muito em consultas, visto que estamos no meio de um aumento de casos da gripe H1N1.
Para responder essa pergunta são necessários alguns conhecimentos sobre a imunidade, o tratamento do câncer e sobre a composição das vacinas.
Os vírus e bactérias que atacam nosso corpo possuem uma composição de moléculas diferentes das nossas. Nossa imunidade natural funciona identificando essas partes das bactérias ou dos vírus, e assim criando anticorpos capazes de identificar essas substâncias. Os anticorpos, por sua vez, são moléculas produzidas pelas nossas células de defesa, direcionadas contra essas substâncias dos agentes invasores, como uma bala teleguiada. Os anticorpos são produzidos por uma célula de defesa, conhecida como linfócito B, e em seguida despejados no sangue. O anticorpo então circula pelo corpo e, assim que encontra o agente invasor, se gruda a ele. Isto faz com que este agente invasor se torne visível para as demais células de defesa, que então destroem o vírus ou bactéria que está grudado ao anticorpo.
Este processo de identificação da bactéria ou vírus até a produção dos anticorpos leva alguns dias para se completar. Por isso que, em geral, demoramos entre 3 a 7 dias para ficar curados de um resfriado. Os anticorpos feitos desta maneira geram o que chamamos de memória imunológica. Sempre que o mesmo agente invasor tentar entrar no corpo novamente nós já teremos os anticorpos e o sistema imunológico irá destruir o agente invasor antes que ele possa nos fazer ficar doentes por uma segunda vez.
É por causa desta característica da memória imunológica que as vacinas são tão eficazes na prevenção de doenças infecciosas. A ideia é “treinar” as células de defesa com as vacinas para que elas aprendam a combater a doença, sem precisar que nós fiquemos doentes.
Vacinação e câncer.
Existem tipos diferentes de vacinas. Algumas são feitas com vírus ou bactérias mortas. Quando são injetados em uma pessoa, o sistema imunológico consegue reconhecer as partes das bactérias e vírus mortos e fazer anticorpos que ficam “guardados”. Se por acaso a pessoa entrar em contato com o vírus vivo ela já terá as armas para combater a doença, e não ficará doente. Este é o caso das vacinas da gripe, do tétano, da meningite, do pneumococo, da hepatite e do HPV.
Um outro tipo de vacina é feita com vírus ou bactérias vivas atenuadas. Neste tipo de vacina o vírus ou bactéria é modificado em laboratório para ficar bem mais fraco, com pouca capacidade de causar qualquer tipo de doença. Assim quando é injetado o agente invasor não consegue se espalhar no corpo e a imunidade rapidamente consegue destruí-lo, fazendo também anticorpos. Estes anticorpos funcionarão caso a pessoa entre em contato com o vírus ou bactéria normal, impedindo que a pessoa fique doente. Este é o caso das vacinas com BCG, sarampo, caxumba, catapora, poliomielite (gotinha, Sabin), febre amarela e rubéola.
Em geral essa imunidade é permanente, quem já teve uma doença não tem a mesma doença de novo. O que acontece com o caso da gripe é que o vírus muda muito rapidamente, de um ano para o outro. Ele muda tanto que consegue escapar dos anticorpos que nós possamos já ter. Por isso é importante se vacinar todos os anos. Todos os anos é feita uma nova vacina, para atacar essas novas partes do vírus que mudam com o tempo.
Qual é o problema de tomar a vacina durante um tratamento contra o câncer?
A pessoa que está em tratamento pode estar usando medicamentos, como a quimioterapia, que reduzem a imunidade e a capacidade de lutar contra bactérias e vírus. Para estas pessoas, mesmo o vírus ou bactéria atenuado e enfraquecido pode ser um problema. A pessoa sem imunidade pode ficar doente se entrar em contato com as bactérias ou vírus atenuados destas vacinas. Logo, pessoas em tratamento contra o câncer, que estejam com imunidade baixa, não podem de nenhuma maneira tomar vacinas com vírus ou bactérias vivos e atenuados.
Já as vacinas de vírus ou bactérias mortos não são capazes de causar nenhum problema para a pessoa em tratamento. A questão aqui é que talvez essas vacinas não sejam eficazes. Como a imunidade está baixa pelo tratamento, é possível que o corpo não consiga produzir os anticorpos. A pessoa então teria tomado a vacina “à toa”. Para saber se a vacina funcionou a única maneira é fazer um exame de sangue, depois de algumas semanas, e medir a quantidade de anticorpos.
Depois de 3 a 6 meses do fim do tratamento a imunidade volta completamente ao normal. Qualquer pessoa que esteja nessa situação pode fazer qualquer vacina sem nenhum problema.
E o que fazer agora durante o surto de gripe H1N1?
Esta vacina é feita de vírus morto. Não há chance da pessoa em tratamento contra o câncer contrair a gripe pela vacina, no entanto, existe uma chance razoável da vacina não fazer efeito. Pessoalmente eu não vejo nenhum problema em vacinar, mesmo que a eficácia da vacina seja reduzida nessas pessoas. Lembrando que a melhor medida para prevenir a gripe, em quem está em tratamento, é a lavagem das mãos, e evitar o contato com pessoas que apresentem os sintomas de gripe. Ao menor sinal de febre, tosse, ou qualquer outro sintoma que sugira infecção das vias respiratórias deve-se entrar em contato com a equipe médica em que se esta tratando.
Cats, essa matéria do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista sobre câncer de mama triplo negativo está ótima e esclarece muito sobre esse tipo de diagnóstico!!
Confiram!
Câncer não é uma única doença e sim um conjunto de diversas enfermidades que têm comportamentos, localizações, e resposta a tratamentos diferentes. O câncer de mama é um bom exemplo de como os diversos tipos de câncer podem ser diferentes, apenas esta doença hoje é dividida em 4 subtipos. São eles os cânceres luminais A e B, o câncer HER2 positivo e o triplo negativo.
O câncer de mama conhecido como triplo negativo tem características bem diferentes dos demais cânceres de mama. A cada 10 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, duas terão o tipo triplo negativo. Em geral estes são cânceres que se formam nas células dos ductos por onde passa o leite materno, e têm como característica o crescimento acelerado das células cancerígenas.
O nome triplo negativo é dado pela análise de algumas características do câncer de mama que estão ausentes nesta doença. Sempre que se faz o diagnóstico de câncer de mama é necessário avaliar se a doença apresenta moléculas conhecidas como receptor de estrogênio, receptor de progesterona e receptor HER2. Nenhum destes 3 receptores está presente neste tipo de câncer de mama, por isso são chamados de triplo negativo.
Muito progresso tem sido feito na compreensão dos mecanismos de desenvolvimento e diferenciação do câncer de mama.
Nas células normais, estes receptores funcionam como antenas que percebem os hormônios e fatores de crescimento que circulam normalmente pelo organismo, e crescem estimulados por eles. Quando células cancerígenas apresentam estes receptores elas crescem de maneira descoordenada e com muita velocidade quando os receptores se ativam. Por isso foram desenvolvidos medicamentos que bloqueiam justamente esses receptores. Para os receptores hormonais usamos medicamentos como tamoxifeno, anastrozol, letrozol, exemestano e fulvestranto; para o HER2 podemos usar o trastuzumab, o pertuzumab, lapatinib e o TDM1.
No câncer triplo negativo nenhum destes remédios pode ser utilizado, pois este tipo de câncer não apresenta os seus alvos. Isto, no entanto, não muda a escolha de tratamento com cirurgia e radioterapia, mas orienta a escolha dos medicamentos a serem utilizados, em geral quimioterapia citotóxica. Como a quimioterapia age atacando as células que se dividem rapidamente ela é o tratamento mais efetivo nesta doença. A quimioterapia no câncer de mama triplo negativo tem melhores resultados que em cânceres de mama de outros tipos. Por vezes utilizamos a quimioterapia antes da cirurgia, com o intuito de reduzir a doença e facilitar a cirurgia. Existe uma boa chance do câncer triplo negativo desaparecer com a quimioterapia, mas mesmo assim é necessária a cirurgia. Caso ainda sobre doença após a cirurgia é possível complementar o tratamento com dose adicionais de quimioterapia no pós operatório para aumentar a chance de cura.
Ainda não existe nenhum alvo para tratamentos específicos contra o câncer de mama triplo negativo. Muitas pesquisas têm sido feitas a procura destes alvos e conforme vamos conhecendo mais a doença, novos e melhores medicamentos vão sendo desenvolvidos.
Cats, vocês têm curiosidade de saber o que é e como se forma o câncer no nosso corpo? O nosso diretor cientifico Dr. Felipe Ades explica para a gente nessa matéria aqui!
Nosso corpo é composto por trilhões de células. Esta é a menor fração do corpo humano, como pequenos tijolos em uma grande construção. Células iguais se organizam para formar os tecidos, as paredes desta construção. Diferentes tecidos se organizam em estruturas com funções fisiológicas definidas, o que chamamos de órgão, como a pele, coração, cérebro e todos os outros.
O câncer é uma doença da célula. A doença se desenvolve por conta de defeitos no material genético de uma célula normal. A estes defeitos damos o nome de mutações. Isto leva esta célula normal a adquirir um comportamento defeituoso, multiplicando-se rapidamente e formando tumores, uma das principais características do câncer. Além disso, as células cancerígenas têm a capacidade de se destacar do seu local de origem e migrar para outros órgãos pelo sangue ou vasos linfáticos. Ao chegar em outras partes do corpo elas voltam a crescer, formando as metástases.
DNA e Cromossomo
Todas as células humanas possuem no seu núcleo as informações para o desenvolvimento e funcionamento normal do corpo. Estas informações estão “escritas” no DNA (ácido desoxirribonucleico). O DNA é uma fita composta por 4 tipos de moléculas, adenina, timina, guanina, citosina, cuja estrutura de dupla hélice é bastante conhecida.
Cromossomo é a formato mais compactado da dupla fita de DNA.
No corpo humano existem 23 pares de fitas de DNA, conhecidas pelo nome de cromossomos. Os cromossomos dos seres humanos têm em torno de 30 mil instruções, cada uma dessas instruções é chamada de gene.
Imagem real dos 23 pares de cromossomos existentes nos seres humanos, exame conhecido como cariótipo.
Fazendo uma analogia, o conjunto dos cromossomos seria como um “livro da vida” que contém todas as instruções para formar qualquer parte do corpo. Os genes seriam as informações contidas em cada página desse livro. As instruções de cada gene vão servir para objetivos diferentes dentro do corpo. A sequencia de moléculas na linha do DNA seriam as palavras dentro de cada página.
As instruções contidas nos genes são necessárias para várias atividades do corpo. Algumas são responsáveis por formar traços visíveis, como por exemplo o formato do rosto, nariz e orelhas, cor do cabelo e olhos, a estatura e a cor de pele. Existem também genes que contém informações para funções não visíveis do corpo, como a fabricação de enzimas digestivas, respiração das células, formação de anticorpos contra os vírus e bactérias dentre muitas outras.
Mutação
O câncer acontece quando existem erros nessas informações, o que chamamos de mutações. Por diversos motivos podem ocorrer erros nas instruções dos genes, como se linhas do “ livro da vida” se modificassem dando outro sentido às instruções. A célula então começa a se comportar de maneira diferente do que devia e, dependendo do local e quantidade de mutações, uma célula normal pode se transformar numa célula cancerígena.
Representação de uma mutação pontual no DNA. Houve uma modificação na fita de baixo em relação à fita normal, de cima. Esta pequena modificação pode modificar a instrução dada à célula.
Hoje conhecemos boa parte dos genes que, quando mutados, podem transformar uma célula normal em uma célula cancerígena. A estes genes damos o nome de oncogene. Estes genes, em geral, contém instruções que regulam o crescimento das células, instruções para o conserto de erros no DNA ou instruções de mecanismos de autodestruição da célula em caso de defeito grave, conhecido tecnicamente por apoptose.
Uma mutação em um gene que regula o crescimento da célula pode causar um erro de ativação fazendo com que a célula cresça e se multiplique continuamente. Uma alteração em um gene responsável por controlar a correção do erro no DNA pode bloquear os reparos da célula e facilitar o acúmulo de mais erros. Com o tempo, o acúmulo de erros no DNA pode fazer esta célula se transformar numa célula cancerígena. Da mesma maneira, uma alteração no mecanismo de autodestruição da célula pode fazer com que uma célula defeituosa permaneça crescendo e acumulando mais erros no seu DNA, aumentando a chance de desenvolvimento de câncer no futuro.
Se você ainda não sabe ou tem dúvidas sobre como funciona a parceria entre o Instituto Quimioterapia e Beleza e a SOBRARE, confira as informações abaixo e não perca mais tempo para fazer o seu coaching de resiliência e mudar a sua vida para melhor.
No momento da descoberta de um câncer, como aceitar a situação, ver um novo sentido ou usar criatividade para dar a volta por cima e ressignificá-la? Só no Brasil, estima-se a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer, sendo o de mama o mais frequente em mulheres (biênio 2016-2017/ Inca).
E para ajudá-las a enfrentar a doença, o Instituto Quimioterapia e Beleza (IQeB) se uniu a Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) para oferecer gratuitamente um programa de Coaching em Resiliência, que é coordenado pela coach psicóloga Diana Vilas Boas.
“O projeto surgiu para ajudar mulheres portadoras de câncer na busca de fortalecimento da resiliência. Sabemos o tamanho do impacto emocional causado – desde a descoberta até o tratamento -, passando pela aceitação e autoestima. Por isso, buscamos esta parceria com a SOBRARE que, voluntariamente, atenderá mulheres de todo o Brasil. Algumas já começaram a fazer as sessões e esperamos poder atender um número significativo em pouco tempo”, afirma Flávia Flores, idealizadora e superintendente do Instituto Quimioterapia e Beleza (IQeB).
A resiliência pode ser dividida em três momentos: o primeiro é a aceitação; o segundo é perceber o sentido daquela situação, que a vida faz sentido; e o terceiro é a improvisação, a criatividade, a busca por novas oportunidades. “Isso vale para tudo na vida, não apenas para lidar com uma doença como o câncer. Por isso, esta parceria é tão importante: por meio do trabalho de coaching, conseguiremos ajudar estas mulheres a ressignificar suas crenças para que transformem a sua maneira de ver e viver a vida. O Coaching em Resiliência não é uma terapia, mas sim um processo de apoio, de facilitação, com metodologia própria, para fazer com que as pessoas reflitam e busquem por elas mesmas novos caminhos, do presente para o futuro”, explica a coach psicóloga Diana Vilas Boas, responsável pelo projeto.
Como participar Criado entre Instituto Quimioterapia e Beleza e a SOBRARE, o projeto visa a atender gratuitamente mulheres que estejam passando pela doença, de todo o Brasil, por meio de sessões de atendimentos virtuais. Para se candidatar ao Coaching em Resiliência, é preciso entrar no site aqui e preencher um formulário com perguntas como: “Que tipo de ajuda necessita neste momento da sua vida?”, “O que é importante para você conseguir neste momento?” e “Em que parte do tratamento se encontra?”.
Na primeira análise, o coach fará um mapeamento das oito áreas da resiliência: leitura corporal, análise de contexto, empatia (entender o sentido do outro), conquistar e manter pessoas (a importância de buscar uma rede de apoio), autoconfiança, otimismo para vida, sentido de vida e autocontrole (como lidar com a raiva, tristeza, medo, etc), para saber em qual grau a paciente se encontra. “Após esta avaliação, é definida qual a situação que ela quer mudar em sua vida. Durante as seis sessões, daremos um direcionamento e ferramentas para que possa ressignificar suas crenças e buscar novos caminhos”, explica Diana Vilas Boas, responsável pelo projeto.
Estudo científico O objetivo da parceria do Instituto Quimioterapia e Beleza com o SOBRARE é, além de ajudar mulheres portadoras da doença, mapear seu grau de resiliência e os caminhos que buscaram para transformar as suas vidas. As informações serão publicadas no futuro em um artigo científico.“Os coaches são voluntários e parceiros fundamentais para o nosso Instituto. Com a ajuda deste grupo, tenho certeza de que conseguiremos ajudar muitas mulheres a recuperarem um pouco da autoconfiança, do otimismo, do sentido de vida e, claro, a ressignificarem suas vidas”, afirma Flávia Flores.
Coordenadora do Projeto Formada em Psicologia com cursos de especialização na área de gestão de pessoas e comportamental pela PUC – São Paulo,a coach Diana Vilas Boas possui Certificação em ferramentas de avaliação de perfis comportamentais: MBTI, Quantum, PI, E-Talent, e se formou em Coaching no ano de 2006 na Coach-U e posteriormente com a LIM Brasil em Learning Coaching. Habilitada na Formação de Coaching em Resiliência pela SOBRARE e na metodologia CPS – CreativeProblemSolving, método desenvolvido por Sidney Parnes (Universidade de Buffalo – NY). trabalhou muitos anos com Projetos de Startup de Empresas no Brasil, Estados Unidos e Argentina participando de todas as fases dos processos de contratação de profissionais qualificados para níveis de Gerência e Diretoria.