Descobrir que está grávida é um dos momentos mais especiais para a maioria das mulheres. E se ao mesmo tempo ela recebe o diagnóstico de câncer? Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, ao ano, são registrados no país 57.120 novos casos somente de câncer de mama, um dos tipos de maior índice.
Dr. Waldemir Rezende, mastologista do Centro de Medicina Fetal e Perinatal do Hospital Samaritano de São Paulo, explica que o País já conta com atendimento de ponta, diferenciado e especializado para casos de alta complexidade, com acesso à procedimentos inovadores.
“É necessário desvendar o mito de que a quimioterapia prejudica o desenvolvimento do bebê ou a saúde da mãe, durante a gestação. A droga escolhida para cada tratamento não oferece qualquer agressão ao feto, já que a placenta retém a maior parte da quimioterapia”.
Segundo o médico, a quimioterapia é realizada a partir da 12ª. semana de gestação e, no fim, faz uma pausa programada de três semanas antes do parto. “Quando o bebê nasce não há qualquer contato com a droga. O próprio organismo elimina”, destaca o especialista.
Os tipos mais relevantes de câncer em gestantes são: mama, tireoide, linfoma, leucemia, estômago e colorretal (cólon e reto).
“Antecedentes familiares, de primeiro grau, além de gravidez cada vez mais tardia, são os principais fatores de risco. Mas, acima de tudo, deve-se entender que não é necessário desespero. Todos têm oportunidade ao atendimento especializado”, aconselha o especialista.
E, para finalizar, Dr. Rezende destaca: “Com diagnóstico e tratamento precoce, a cura aproxima-se de 100%”.
Conheça abaixo oito fatos que as mulheres deveriam saber sobre o câncer de mama:
1. Nem sempre o câncer de mama aparece em forma “cronológica”, indo de inicial para avançado. Em 5% a 10% dos casos, o tumor já aparece nas fases mais graves, inviabilizando a detecção precoce[1].
2. As mulheres que tiveram câncer de mama podem apresentar recidiva. O tumor pode reaparecer em estágio metastático, quando atinge outros órgãos além da mama. Isso acontece em 30% dos casos[2].
3. Além disso, vale ressaltar que 50% das pacientes brasileiras tratadas no SUS descobrem a doença já na fase avançada, apesar de mamografias e detecção precoce[3].
4. Até as mulheres que tiraram as mamas por conta de um tumor maligno podem voltar a ter câncer de mama. Isso por que células tumorais podem se desprender do câncer original e migrar, pela corrente sanguínea, para outros órgãos do corpo, formando as metástases.
5. O câncer de mama metastático não é uma doença exclusiva de idosas. Mais de 5% dos novos casos de câncer de mama e 3% das mortes pela doença são entre mulheres com menos de 40. Se considerarmos até os 50 anos, a porcentagem de novos casos sobe para 27% e 16% dos óbitos[4].
6. O tratamento da doença em estágio inicial se concentra na cura do câncer e, portanto, é imediato e agressivo. Já na fase metastática, o tratamento tem como foco o controle da doença e permite uma abordagem dirigida para proporcionar mais tempo de vida, com qualidade e menos efeitos colaterais[5].
7. O câncer de mama metastático não é uma sentença de morte. Com avanço da medicina, há tratamentos, como as terapias-alvo, que são específicos e inovadores e que proporcionam anos de vida e com mais qualidade[6].
8. Apesar dos avanços científicos, a mortalidade causada pelo câncer de mama continua sendo um grande problema para o Brasil. A proporção entre o número de mortes por câncer de mama feminino em relação ao total de óbitos de mulheres no Brasil ao longo do tempo passou de 1,8% no período de 1991 a 1994 para 2,6% nos anos 2007 a 2010[7].
Dayna Christison tinha apenas 22 anos quando recebeu um diagnóstico de um câncer devastador que mudaria sua vida para sempre. De acordo com o Buzzfeed, ela foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin – esclerose nodular – que atualmente está no estágio quatro.
Há três anos ela tem sofrido um tratamento intensivo, incluindo quimioterapia, transplantes de células estaminais e transfusões sanguíneas, mas no meio de sua luta pela sobrevivência, Dayana (agora com 25 anos), também conseguiu um contrato para iniciar uma carreira como modelo.
Ela que sempre quis trabalhar na indústria fashion, se formou em uma faculdade de negócios da moda em Nova York. Mas até ser diagnosticada com câncer ela jamais havia considerado se tornar modelo.
Tudo começou quando um amigo fotógrafo pediu para clicá-la para seu portfólio. “Eu concordei e, quando ele começou a publicar as fotos, vários fotógrafos ficaram realmente interessados em trabalhar comigo”, disse ao Buzzfeed americano. “Veja bem, eu estava completamente careca naquele momento.”
Agora ela assinou contrato com uma grande agência de modelos, desfilou na última semana de moda de NY e ainda estrelou diversas campanhas, incluindo para a badalada marca Urban Outfitters.
Embora ela não tem certeza de seus próximos passos, ela faz questão de usar sua história para inspirar outras pessoas: “Eu sei que eu quero ajudar e inspirar os outros e sei que eu quero fazer isso da minha própria maneira”, disse ela.
A exposição fotográfica “Costuras à Flor da Pele” foi inaugurada ontem (04 de novembro), às 16h, na Casa das Artes, no Porto. Ficará até o dia 18 de novembro, e tem entrada franca. A exposição ‘w apresentada pela Sanofi, e é constituída por lindas imagens de mulheres que enfrentaram ou enfrentam o câncer de mama. As fotos são do fotógrafo e cineasta Koen Suidgeest, e a cada visitante a Sanofi doará 1€ ao Centro de Mama do Centro Hospitalar de São João (CHSJ).
“Costuras à Flor da Pele” já traçou uma super viagem! Passou por Lisboa, Madrid e Barcelona, sempre com muito sucesso, emocionando ao público. O grande objetivo é mostrar as particularidades do câncer de mama. Para que o trabalho fosse feito, mais de 200 mulheres que vivem com câncer de mama participaram – algumas que acompanharam a doença de pessoas íntimas, outras que foram diagnosticadas.
“Para mim, a arte ser apenas arte não tem sentido. Preciso que o meu trabalho mostre algo sobre mim, em vez de ser apenas uma fotografia ou um filme bonitos. Por isso, o nascimento de “Costuras à Flor da Pele” é fruto de dois interesses distintos. Por um lado, é fruto do meu compromisso com a conscientização sobre o câncer, porque o vivi de perto, e por outro da fotografia documental, neste caso com a componente da nudez. Uma combinação de arte com causa. Eu coloco a arte ao serviço da causa, é a minha forma de contribuir e melhorar a sociedade que nos rodeia – em pequenos passos mas de forma constante” afirma Koen Suidgeest.
A exposição pôde ser produzida devido a uma campanha de microfinanciamento e de apoio de empresas como a Sanofi. “A Sanofi tem uma experiência de 30 anos nesta área, tendo desenvolvido fármacos inovadores que aumentaram a esperança de vida dos doentes com câncer, a isto somamos o nosso compromisso de estar mais perto do doente e acompanhá-lo não apenas durante o tratamento, mas também após a remissão do câncer. Esta exposição é uma homenagem às mulheres com cancro e a Sanofi quer agradecer-lhes o gesto de se deixarem fotografar, normalizando a doença e ajudando assim outras mulheres que estão a passar por uma situação semelhante” afirma Fernando Sampaio, Diretor-Geral da Sanofi Portugal.
Em Portugal há todos os anos 1.500 mortes devido a câncer da mama, e são detetados 4.500 novos casos.
Sobre Koen Suidgeest
Koen Suidgeest (Amsterdão, 1967). A viver na Holanda, após 17 anos a viver em Espanha, este cineasta e fotógrafo dedica-se especialmente a cobrir temas sociais e de direitos humanos, habitualmente com uma forte componente feminina. Um dos seus trabalhos, o premiado documentário “A Chegada de Karla”, revelou-se como um dos comentários espanhóis com mais êxito televisivo internacional.
Sobre o Centro de Mama
O Centro Hospitalar de São João trata pessoas com doenças oncológicas da mama desde a sua abertura, em 1959.
O Centro de Mama nasceu formalmente em 22 de Abril de 2008, tendo como base o anterior Grupo de Patologia Mamária, constituído em 13 de Junho de 1997, e que reuniu vários profissionais de saúde do Hospital de São João com atividade clínica em patologia mamária.
Nessa altura reunia cirurgiões dos 4 serviços de Cirurgia Geral, e elementos dos Serviços de Ginecologia, Cirurgia Plástica, Anatomia Patológica, Radiologia, e dos Serviços de Medicina Interna que tinham valências de oncologia. Constituía-se como um grupo de profissionais para concentrar conhecimento e homogeneizar decisões terapêuticas.
Posteriormente evoluiu para a Unidade de Diagnóstico de Patologia Mamária, uma unidade essencialmente vocacionada para a fase de diagnóstico e passou a contar com o concurso dos Serviços de Oncologia Médica e de Radioterapia.
Em 2008 é inaugurado o Centro de Mama, que dispõe de um espaço físico próprio e estrutura preparada para as atividades de ambulatório: consultas médicas, de psicologia, cuidados de enfermagem, exames de imagem, procedimentos para diagnóstico, consultas multidisciplinares e consultas de follow-up.
Que o peito feminino ainda é tabu, a gente sabe. Mamilos são polêmicos. As pessoas só falam ou mostram o peito se for de maneira sexualizada. O corpo feminino não deve ser mostrado como objeto sexual. Nós temos um corpo, um lindo corpo, que precisa de cuidados e precisamos falar de cuidados também!
A fundação Laço Rosa fez a campanha “Se toca e fala”. A campanha mostra que peito não devo ser escondido. Peito deve ser tocado, falado e cuidado. É com a prevenção que podemos mudar os números relacionados ao câncer de mama no Brasil.
Saiba mais sobre:
“No mês mundial de combate ao câncer de mama, a Fundação Laço Rosa estreia campanha pelo fim do tabu que cerca essa parte do corpo feminino. A intenção é fazer com que as mulheres encarem com maior naturalidade seus próprios seios e, claro, ajam com mais agilidade nas decisões que previnem e tratam a doença.
Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, revela que “o mais importante é que os peitos deixem de ser um assunto exclusivo dos consultórios médicos ou que estampem as mídias apenas em poses sensuais. Queremos empoderar ainda mais as mulheres e estimular o conversa.”
Por isso, ao longo do mês, mulheres de diferentes perfis aparecerão segurando seus próprios peitos na comunicação da ONG e divulgarão a hashtag #setocaefala em referência ao ato de tocar o corpo para o autoexame e, também, de tomar consciência sobre a prevenção da doença e falar sobre ela.
A empresária Marcelle Medeiros, que comanda a ONG desde 2011, ressalta que ainda hoje as imagens de peitos e cicatrizes causam incômodo, desconforto e até censura. “É fundamental colocar os ‘peitos’ na pauta diária porque a informação é o primeiro passo para combater o câncer de mama”, diz.
Uma parceria com o site enjoei.com.br vai colocar à venda produtos da campanha como bottons, ecobags e camisetas com peitos em primeiro plano.
De repente, elas perderam o cabelo, uma parte do seio – ou até a mama inteira – e a autoestima. Viviane, Andrea e Virginia descobriram o câncer de mama de formas diferentes, mas as três perderam um dos seios durante a cirurgia para retirada dos tumores. Entre exames invasivos e diagnósticos imprevisíveis, essas mulheres redesenharam a aréola do seio com técnicas de tatuagem. E aceitaram mostrar o resultado para o G1.
Com frequência, para garantir que não haja retorno do câncer, os médicos retiram todo o seio das mulheres – incluindo a aréola e o mamilo. Estúdios de São Paulo têm profissionais que se especializaram em redesenhar essa região usando técnicas de tatuagem. “É uma alquimia de cores”, disse Sérgio Maciel, o Led’s, que desenhou as aréolas de Viviane, Andrea e Virginia.
Ele utiliza a mesma tinta de tatuagem, o que faz com que o desenho dure e precise de poucos retoques. Caso a cliente queira que dure menos, é só usar a mesma tinta de micropigmentação de sobrancelha. “É como pintura: chego a usar tinta verde para chegar ao tom da pele”, completou Led’s. (veja fotos do procedimento no fim da reportagem)
No dia em que a reportagem do G1 foi ao estúdio de tatuagem, Virginia Castro ainda estava com o peito “igual a um joelho”, como ela mesma descreveu. A sessão durou menos de 30 minutos e o espaço em branco da pele deu lugar a um desenho em 3D.
Quem olha não nota grande diferença entre a aréola desenhada e a natural. No instante em que terminou, ela disse: “É um bico de seio. Não dá para acreditar”.
Para dar o relevo, existem diferentes técnicas. No momento da cirurgia plástica para implementação da prótese de silicone, algumas mulheres já pedem para que o médico faça um pequeno “nó” para simular o bico.
O método mais comum utilizado pelos tatuadores, caso não seja possível o tal procedimento durante a cirurgia, é utilizar cores e sombras para dar a impressão de relevo. “Olhando, parece que existem várias sinuosidades. Tocando, você vê que é só um desenho”, disse Led’s.
O estúdio Led’s Tattoo faz sessões grátis para mulheres que tiveram câncer de mama (confira endereços abaixo). É preciso ligar e marcar. São 10 horários reservados por mês, mas em outubro a equipe reservou 20 espaços na agenda. Durante o Outubro Rosa, são feitas campanhas em todo mundo para alertar sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.
Quem estiver com pressa, o custo fica por volta de R$ 700. Além da tatuagem da aréola, também está disponível a aplicação da técnica para melhorar o aspecto da cicatriz.
Metástase Viviane Assis de Souza Roos, de 38 anos, queria engravidar aos 36 e não conseguia. Foi ao médico fazer alguns exames e descobriu o câncer de mama. Precisou escutar: “Provavelmente você não vai ser mãe”.
No dia 27 de setembro de 2013, o diagnóstico apontou que, além disso, ela tinha microcalcificações no seio. Em 15 dias, a biópsia apontou que o câncer era maligno. No Natal seguinte, Viviane estava sem cabelo.
Após quimioterapia, radioterapia e mais de 20 tipos de remédios diários, ela optou por adotar um bebê.
Pouco antes de ir à entrevista com o psicólogo para dar sequência ao processo, descobriu que o câncer havia se espalhado pelos ossos da cabeça e pescoço. É a chamada metástase, quando a doença atinge outras partes do corpo.
Ela disse que fazer a tatuagem “foi um refresco”. “Eu descobri [a metástase] agora em agosto, eu fiz a tatuagem em setembro. Então, foi um respiro, uma coisa boa. Vieram as notícias, o novo diagnóstico, os novos remédios, os efeitos colaterais e, aí, vem uma coisa boa e ameniza. Torna suave”, disse Viviane.
Lado bom No lugar da cicatriz, Andrea Cristina de Oliveira, de 41 anos, desenhou uma flor. No dia em que oG1 chegou ao estúdio para a sessão de fotos, ela estava com hora marcada para retocar a aréola – depois de alguns dias a tatuagem cicatriza e a cor pode ficar mais clara.
Em 2005, ela detectou o nódulo e recebeu o diagnóstico de câncer de mama três anos depois – ela sentiu o nódulo com o toque. O tumor tinha 4 centímetros. Andrea ainda não está curada e, de acordo com os últimos exames, ela também teve metástase.
“Você não acredita nessa possibilidade. Para mim, é uma luta diária. Eu vejo de modo diferente. Se eu comparar com a notícia que eu tive em 2012 de metástase, e hoje, a minha cabeça está totalmente diferente. A aceitação do problema é outra”, disse.
Andrea passou por diferentes estágios e chegou a entrar em depressão. De repente, como ela mesma disse, “passou a ver o lado bom da doença” e se “permitir experimentar coisas novas”.
Saltou de paraquedas, viajou em um navio temático, fez três dias de festa sem parar, trocou as roupas pretas por coloridas. “O câncer te dá essa sacudida. Eu vou morrer amanhã? Então eu vou fazer tudo hoje”.
Seis cirurgias Virginia Castro, de 54 anos, tinha histórico de câncer na família. Por isso, comparecia ao Hospital do Câncer a cada seis meses para exames. Em uma das vezes, em 2011, ela detectou a doença. “Eu tinha medo da quimioterapia. Era o que mais me apavorava. Eu fiquei muito assustada com a quimioterapia e com a possibilidade de ficar careca”, disse.
Na época, tinha saído de um emprego de 25 anos e se divorciado de um casamento de 25 anos. Por ter conseguido detectar a doença rápido, conseguiu escapar da quimioterapia. “Eu estava no momento de uma transição gigante na minha vida e, quando acabei de mudar de casa, eu estava começando a montar a casa, eu tive que fazer a mamografia”.
A primeira cirurgia foi em apenas um quadrante do seio. Na retirada dos pontos, o médico disse, segundo ela de uma “forma muito tosca”: “Ah, que droga, você vai ter que tirar a mama inteira. Isso é um câncer muito agressivo. Ele cresceu 7 centímetros em seis meses e a gente não pode esperar mais nem um dia”. Foi quando ela tirou toda mama, incluindo o bico.
Após a retirada, quando chegou o novo resultado da biópsia, não havia metástase. E, por isso, Virginia não precisou realizar todo o tratamento desgastante da quimioterapia. Mesmo assim, precisou fazer mais quatro cirurgias para arrumar a mama, já que o corpo rejeitou a prótese de silicone. Depois da última intervenção, ela tatuou a aréola.
“O meu bico! Que eu tanto queria. Eu fiquei muito chateada de fazer o peito”, disse instantes depois de o trabalho ser finalizado.
“Estou praticamente curada. O risco, segundo o médico disse na última consulta, de ter um câncer de mama depois desses quatro anos é mínimo”, afirmou.
Fotos: Caio Kenji
Serviço Gelly’s Tattoo Studio Endereço: Rua Inácio Pereira da Rocha, 409 – Vila Madalena Telefone: (11) 4562-4501 www.mirodantas.com
Qual heroína mais te marcou? Se você pudesse escolher que heroína se transformar, qual escolheria?
Nesse Outubro Rosa, Quimioterapia e Beleza, Hospital Bandeirantes e ABIHPEC apresentam a websérie “Super Heroínas”! São 4 episódios que vão no ar até o final de outubro.
Nesse série, eu, Flávia Flores, mostro pra vocês a transformação de algumas seguidoras minhas!! Em que elas se transformaram? Nas suas personagens favoritas, as que mais marcaram suas vidas!!
O resultado é de se inspirar! Essas mulheres vem para mostrar a singularidade da força, beleza e coragem ao enfrentar o câncer. Confira o primeiro episódio aqui:
Idealização: Flavia Flores Direção e Roteiro: Daniel Tupinambá Direção de Fotografia: Emiliano Armendano Edição e finalização: Thais Uvo Figurino: Diogo Paz Cabeleireiro: Ricardo Rodrigues Maquiagem: Samira Gomes Operador de Áudio: Eduardo Alves Fotógrafa Still: Jennifer Glass
No ringue não se escolhe adversário. Tem de enfrentar quem vier.
O ensinamento é do pugilista e professor de boxe Nilson Garrido, 59. Há dez anos ele toca a Garrido Academia, um local de recuperação de dependentes químicos, acolhimento de moradores de rua e formação de atletas.
No começo, a academia contava com equipamentos improvisados, como pneus de caminhão, sucatas e uma geladeira velha. Hoje, a partir de doações, ele já conseguiu montar uma academia profissional.
Mas o boxe não vive só de porrada, conta Garrido.
— A nossa luta não é só pelo esporte. É uma luta pela vida, pela sobrevivência.
“Lutar” e “sobreviver” também são um exercício diário para Jenifer, Fabiani, Laís, Clarissa, Renata e Flavia, lutadoras contra o câncer.
No mês do Outubro Rosa, Garrido recebeu as seis mulheres para um ensaio fotográfico do Portal R7.
“A gente vê tanta reportagem sobre porrada e, de repente a gente vê uma coisa mais bacana ainda, que são pessoas encorajando outras pessoas”, diz ele.
A seguir, conheça as histórias de mulheres que lutaram, derrotaram e continuam peitando o câncer:
Fabiani Araújo, 34 anos, descobriu o câncer em 2013: um sarcoma de ewing na região do ombro.
Durante os dois anos de tratamento, ela fez quatro cirurgias, 17 sessões de quimioterapia e várias internações. Nesta segunda-feira (19) ela realiza sua quinta cirurgia.
— Apalpando o meu corpo, eu descobri uma bolinha no meu ombro, superficial, uma bolinha interna. No mesmo dia eu fui no médico. Até chegar a um oncologista foram uns 20 dias. Acho que eu reagi rapidamente.
“Eu nunca imaginei na minha vida estar aqui na academia, colocando uma luva de boxe e tirando fotos para o Outubro Rosa como uma vencedora contra o câncer. Isso me emocionou demais. (…) Uma vez que você está no ringue, não tem como sair sem lutar contra o câncer. Não tem como. Se você não partir pra cima, você é nocauteado”.
Laís Santos Honório, de 31 anos, foi diagnosticada há um ano com carcinoma ductal invasivo, um tipo de câncer de mama. Ela fez cirurgia para retirar parte de uma das mamas e depois partiu para as sessões de quimioterapia (oito) e radioterapia (33 no total).
Hoje está curada! E faz consultas de acompanhamento a cada três meses.
— Não tem como você se deixar levar pelo câncer, e a primeira coisa que eu fiz foi tentar vencer e colocar Deus na frente, ir pra cima mesmo.
“O boxe se aproxima muito da nossa realidade, da luta mesmo, de vencer, de batalha, ter força, coragem, porque não é fácil o processo, é bem doloroso, mas com força, garra, a gente consegue”.
Jenifer Gimenez, de 29 anos, está em plena batalha. Ainda falta uma sessão de quimioterapia para completar o tratamento contra um linfoma que ela descobriu em maio deste ano.
— A gente tem que ser forte pra suportar, e o boxe retrata muito isso, essa força que a gente tem que ter pra encarar o câncer de frente.
“A gente vive uma luta por dia, uma luta a cada momento, principalmente quando recebe a notícia, e também quando começa a perder os cabelos. A família é muito importante e é ela que nos ajuda. É uma equipe. Tem que botar o câncer no chão”.
Renata Vittorato, 39 anos, descobriu um câncer de mama em 2012. Foram quase três anos de batalhas diárias, até se curar da doença, há seis meses.
— Eu tive uma reação muito oposta a de muitas pessoas. Eu encarei com muita leveza. Fui atrás do problema rapidamente e quis resolver. Não fiquei focando no problema. Eu falei: “vamos fazer o que tiver de fazer, eu vou lutar para isso, e vou vencer”. Eu nunca pensei que iria morrer. Um dia de cada vez, foi desse jeito que eu levei.
Hoje Renata faz parte do Banco da Autoestima, uma iniciativa de mulheres que passaram pelo câncer. O grupo monta kits de beleza para mulheres que estão enfrentando a quimioterapia, com dicas de estilo e maquiagem.
— Eu hoje estou curada, mas continuo vivenciando e falando do câncer. A batalha continua, nos exames, no dia a dia e quando a gente ajuda as outras pessoas. Eu vejo o câncer todos os dias. É uma luta, é uma batalha, e quase sempre vitoriosa. Então vá atrás de informação, se cuide, conheça seu corpo, se conecte com seu corpo.
Flavia Flores, 38, descobriu um câncer de mama há três anos, durante um autoexame.
— A caminhada do boxe tem tudo a ver com a nossa. A gente está trabalhando, está lutando pra vencer, pra viver, pra ter mais tempo com a nossa família, com nossos amigos, e eles também. Eles estão conseguindo juntar aqui amizade, família, e é tudo o que a gente também precisa.
“A gente pode perder o cabelo, os cílios, a sobrancelha, a cor, a forma do rosto, mas a gente nunca poder perder a autoestima. Se a autoestima estiver bem, o tratamento vai bem também. Se a gente estiver bem com a gente mesmo, perto de pessoas especiais que fazem bem pra gente, a gente só tem a vencer”, diz Flavia, que hoje está curada.
Em 2013, ela lançou o livro Quimioterapia e Beleza em que relata sua luta contra o câncer, e hoje se tornou referência ao ajudar outras mulheres com dicas de beleza e bem-estar.
Clarissa Karaoglan, 33, descobriu um câncer no ovário há um ano. “Quando eu descobri foi tudo muito rápido, cirurgia de emergência, internações. Eu fiquei 40 dias internada no hospital, fiquei muito debilitada, mas quando saí para começar a quimio, um mês depois, eu já estava me sentindo vitoriosa.
Seu tratamento com quimioterapia acabou em maio passado, e hoje ela está curada.
“Por vários momentos durante a batalha, a minha vontade era de socar alguma coisa, socava no caso um travesseiro no hospital. Acho que o boxe tem tudo a ver, é onde a gente descarrega toda a nossa raiva e nos momentos mais difíceis”, diz Clarissa.
Durante o ensaio, o pugilista Garrido fez a promessa de cortar seus cabelos para o projeto Rapunzel Solidária, que recebe doações para ajudar pessoas com câncer.
— É de lutadoras como vocês que precisamos realmente, para incentivar outras pessoas que estão enfermas a acreditar que a vida continua.
Outubro já chegou e com ele a Campanha do Mês Rosa! Todo mundo já ouviu falar sobre a campanha, mas você sabe o que significa?
A Campanha Rosa teve início nos Estados Unidos, na década de 90 para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. O Brasil aderiu anos depois, e hoje é algo indispensável! Sabe por que? Veja os dados! Segundo o INCA, a estimativa de casos de câncer de mama para 2015 foi de 57.120!!! É muitos casos de câncer de mama!! Já foi comprovado que amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal são fatores de proteção e estão associados a um menor risco de desenvolver a doença. Mas isso significa apenas diminuir o fator de risco, mas não traz imunidade.
E como sabemos, quanto mais cedo o diagnostico, melhor. Por isso é tão importante estar sempre tão alerta! E é assim que a campanha rosa vem com tanta força! Para falarmos sobre as mulheres que estão em tratamento e sobre as mulheres que nem imaginam que podem ter câncer. É por todas as mulheres!
Devemos olhar com atenção quais são as necessidades das mulheres! E informá-las! Sobre mamografia, sobre auto exame, sobre prevenção, sobre saúde no geral, sobre os direitos do paciente… Falar de maneira mais clara, para que todas possam entender! Vestir o Rosa é estar nessa luta por todas nós! É fazer com que nós nos lembremos que auto cuidado é mais do que necessário!
A campanha de hoje faz com que amanhã alguma mulher ligue para seu médico para marcar sua mamografia!
Quimioterapia e Beleza traz essa pauta por meio de uma pedalada! É no dia 04 de outubro, domingo, 09h na Avenida Paulista (ponto de encontro na Praça do Ciclista). Tantas empresas e pessoas vem nos apoiando, que não temos nem palavras para agradecer! A proposta é: venha pedalar de rosa pela Paulista! Vamos vestir o rosa por todas as mulheres!!
Se você está passando pelo tratamento de câncer e, assim como aconteceu comigo, entrou para a turma das carequinhas, peça seu lenço no novo site do Banco de Lenços Flavia Flores.
Será um presente de Cat para Cat!
Veja minhas dicas de amarrações. Vamos descobrir novas formas de beleza! A beleza do autocuidado, que traz força e leveza!
O Banco de Lenços Flavia Flores é uma unidade de ação do Instituto Quimioterapia e Beleza. Arrecadamos solidariedade e entregamos alegria, colocando lindos lenços ao alcance de pacientes em tratamento de câncer. Simples ações como essa fazem toda a diferença no dia a dia dessas pessoas, que carinhosamente chamados de CATS.