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QUIMIOTERAPIA E IMUNIDADE

A quimioterapia é um dos tipos de tratamento contra o câncer. Os remédios quimioterápicos tem como objetivo barrar as células que estão em fase de proliferação no organismo, e como as células do câncer proliferammuito rápido, a quimioterapia interrompe o seu crescimento e acaba destruindo estas células. Mas a medicação também prejudica células saudáveis que estão em constante renovação no corpo, como as células da defesa, os cabelos, os pelos. Por isso, um dos efeitos colaterais é a diminuição da imunidade do paciente.

Ou seja, o tratamento acaba deixando a gente mais fraco para o mundão: se a defesa do nosso organismo está enfraquecida, fica muito fácil pegar doenças por aí.

É super importante que a gente se cuide muito nessa fase: sabe aquela frase de mãe e vó sobre não pegar friagem, não ficar descalça, levar um casaquinho quando sair? Isso é o básico! Além disso, devemos tomar cuidado com o contato com pessoas doentes, cuidar da alimentação, cuidar do sono e da higiene pessoal. Dicas? Aí vão elas:

  • Vai sair de casa? Ande com álcool gel na bolsa. Nem sempre será possível lavar as mãos com sabão e água.
  • Tomar água é sempre importante, mas ela deve ser filtrada.
  • Cuidado com os alimentos crus! Frutas, legumes e verduras precisam de higienização adequada antes do consumo.
  • Maquiagem não deve ser compartilhada com outra pessoa e os pincéis devem ser lavados.
  • Cuidado com aglomeração de pessoas e locais muito fechados.
  • Alguns alimentos ajudam a fortalecer a imunidade, como: Repolho, Espinafre, Brócolis, Batata Doce, Alho, Açaí, Inhame, Couve, entre outros. É importante que preste atenção no que vai comer durante o dia.
  • Nem sempre dá para almoçar em casa certo? Mas quando sair de casa, preste atenção nas opções do que pode comer e procure se alimentar da forma mais saudável possível.
  • Uma boa noite de sono é essencial para melhor funcionamento do corpo. Antes de dormir, procure relaxar, tomar um chá de camomila, um banho quente, diminuir as luzes.
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DICAS SOBRE CRESCIMENTO DO CABELO APÓS QUIMIOTERAPIA

A queda do cabelo durante o tratamento quimioterápico é um dos tópicos que mais gera dúvida e ansiedade nos pacientes.  Existem alguns tipos de drogas que favorecem a queda, denominadas antracíclicos e taxanos. Alguns tipos de câncer, como os de mama e os linfomas acabam utilizando esse tipo de fármaco, mas os esquemas podem variar muito, então não é certo que o tratamento desses tumores necessariamente irá provocar queda. O recomendado é perguntar ao oncologista antes de iniciar o tratamento para que não haja nenhuma dúvida.

Para esclarecer mais sobre essa questão, conversamos com dois oncologistas, o dr. André Mattar, mastologista do Hospital Pérola Byington, e a dra. Cristina Abdalla, do departamento de oncologia do Hospital Sírio-Libanês, que falaram sobre essa questão que aflige muitos pacientes

– É possível evitar a queda de cabelos durante o tratamento quimioterápico?

Em alguns casos, sim. Atualmente, já existe no Brasil uma tecnologia que faz uso do frio. O paciente coloca uma touca gelada na cabeça durante as sessões de químio, o que diminui o fluxo de sangue na região. Com isso, a quantidade de medicação que chega até a raiz do cabelo é menor, preservando as células germinativas do couro cabeludo. A taxa de sucesso varia entre 60% a 100%. Entretanto, como toda tecnologia, ela está restrita aos grandes centros de referência em oncologia, que são, infelizmente, privados.

Dessa maneira, restam poucas alternativas ao paciente para evitar a queda. “O cabelo começa cair, normalmente, no início do segundo ciclo, ou seja, depois de 14 a 21 dias de tratamento. Ele vai percebendo essa queda durante o banho, ao acordar e também quando se penteia. Eu sempre sugiro aos meus pacientes que é melhor raspar o quanto antes, porque esse processo pode gerar muita angústia e ansiedade”, diz Mattar.

– Existe algo que se possa fazer para “acelerar” o crescimento do cabelo após o término do tratamento?

Acelerar, não, porque depende muito se o seu cabelo já costumava crescer rápido ou de uma maneira mais lenta. O normal é que em aproximadamente 40 dias os primeiros fios comecem a aparecer. Entretanto, em alguns pacientes demora bem mais ou o cabelo começa a nascer com falhas. Nesses casos, geralmente se encaminha o paciente para um dermatologista especializado que pode indicar o uso de tonalizantes específicos.

A dra. Abdalla dá uma dica para o pós-tratamento. “Você pode estimular o crescimento fazendo massagens com algum óleo diariamente na região do couro cabeludo, e sempre proteger a cabeça com protetor solar, chapéus ou lenços.”

– Por que o cabelo nasce diferente depois da químio?

Porque a quimioterapia altera as células germinativas do couro de forma que elas acabam morrendo. Quando os fios voltam a crescer, eles crescem em ciclos diferentes, primeiro mais grossos, depois mais finos, o que deixa o cabelo desigual. Além disso, também ocorre uma redução da espessura da fibra capilar. Por isso, é normal o cabelo ficar mais ondulado e um pouco mais frágil no início. Também é bastante comum nascerem alguns fios grisalhos.

Mas calma, que a tendência é normalizar. Porém, durante o período em que você notar que o cabelo ainda não é da mesma forma que antes, é importante tomar certos cuidados. “Nesse período, a dica é utilizar shampoos neutros (aqueles para crianças também são indicados) e não fazer nenhum tipo de química no cabelo (como tingir, fazer progressiva, permanente, luzes ou relaxamento) por um período de três meses”, orienta a dra. Abdalla.

Fonte: Vencer o Câncer

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DEPOIS DA QUIMIOTERAPIA, SUZANA VIAJA COM MARCOS MION: “REAL MOTIVO É COMEMORAR A VIDA”

Seis dias após anunciar o fim das sessões de quimioterapia, em consequência de um câncer de mama, Suzana Gullo e Marcos Mion embarcaram numa viagem para a Europa. O objetivo do casal, além de fazer turismo, é visitar símbolos religiosos. “Essa é uma viagem de peregrinação. O real motivo é agradecer, rezar. comemorar a vida”, contou ele.

A primeira parada do casal foi Portugal, onde visitaram o Santuário de Fátima. “Coração sorrindo. Espírito em paz. Um cansaço no corpo, do dia puxado, mas que parece só complementar a energia indescritivelmente 100% positiva que esse lugar abençoado, hoje um santuário de peregrinação e oração, nos proporciona.”, escreveu o apresentador.

Depois de Portugal, Marcos Mion e Suzana Gullo seguiram para Lourdes, na França. A cidade foi cenário das visões de Bernadette e hoje é um dos principais santuários católicos do mundo. Por lá, o casal participou de uma procissão: “E eu achava que isso era coisa pra tia-avó sem muitas atividade social que sempre lembra de rezar por toda família e se junta a outras tias avós pra rezarem juntas andando! Kkkk! Mas foi indescritível! Quase um transe! Uma das movimentações mais lindas e intensas das quais já fiz parte! Recomendo”.

Marcos Mion publicou em seu facebook, no dia 20 de agosto, um texto escrito por Suzana Gullo, em que revelava ter encerrado o ciclo da quimioterapia para tratar um câncer de mama. Junto com as palavras dela, o apresentador afirmou que eles haviam vencido a luta contra a doença. ” Assim como milhares e milhares de mulheres, minha esposa Suzana, teve um diagnóstico de câncer de mama ao qual, com a orientação de grandes médicos, conseguimos agir rápido e vencemos”, escreveu ele, que ainda se declarou para a mulher. “Segue o texto que ela escreveu, dando esse passo à frente e me enchendo de orgulho. Você é a mulher mais incrível que já conheci, meu amor! Te amo”.

Leia o texto da Suzana na íntegra:
Querida amiga quimioterapia,

Enfim chegamos ao final do nosso íntimo relacionamento.
Obrigada por todos os benefícios que você me deu, obrigada por me acompanhar durante os últimos seis meses e me mostrar que o melhor de mim nem mesmo eu conhecia. Obrigada por me mostrar a força e a coragem que descobri ter, dia após dia. Obrigada por me ensinar que o cansaço exaustivo, o mal estar constante, enjoo, fadiga, dores que nunca imaginei, a rápida mudança de aparência, entre tantos outros, são fatores que se tornam tão pequenos, tão insignificantes perto dos valores e virtudes que passamos a apreciar. Sei bem que não sentirei saudades, mas me despeço com um profundo agradecimento.
Prometo sempre te defender acima de tudo e prometo sempre passar adiante um segredo que descobri sobre você. És muito mais eficiente e menos devastadora quando trabalha junto com a crença e a fé. Minha fé católica e a de todos que me querem bem me provaram isso sobre vc.
Meu Pai e Senhor, sem você nada somos. Minha luta foi e sempre será pela minha família, pelos meus amores… pela VIDA!! Sempre venceremos JUNTOS! Sem vocês, meus amores, essa caminhada não seria possível da forma como foi. Toda minha coragem, força e confiança vieram do meu Senhor, meu Deus e da minha família.
Então preciso agradecer em primeiro lugar a Jesus e à Nossa Senhora por estarem comigo em todos os momentos, me dando muita paz, serenidade e confiança. Mesmo quando fisicamente não tinha ninguém ao meu lado, sempre senti a presença deles e soube que estavam comigo.

Obrigada meus amores, meu MARIDO, meus médicos, meus filhos, minha mãe, meu pai, irmãos, cunhadas, meus sogros e amigos queridos que durante esse período foram o meu tudo! Minha base, força, alegria, confiança e serenidade.
O pior já passou, vencemos! Mas ainda não acabou o tratamento. Temos radioterapia pela frente, acompanhamentos, etc, mas é isso aí. Que venha! Tenho fé e confiança no caminho que Deus traçou pra mim. Só tenho que AGRADECER, principalmente pela descoberta precoce feita pelo meu marido que com certeza foi um sinal de Deus. Com Fé não nos falta nada.
Claro que receber um diagnóstico, ainda que precoce, de câncer de mama, não é fácil para nenhuma mulher. Ainda mais antes dos 40, que foi meu caso. Temos várias fases, o questionamento, a tristeza, medo, insatisfação, até que atingimos a aceitação. E com ela vem a coragem, a luta! Para mim, a fé foi e será sempre uma grande aliada. Agradeço todos os dias por ter Deus na minha família. Sempre deposito nele o meu caminhar! Assim como me ensinou meu diretor espiritual, um sacerdote, às vezes precisamos pedir os olhos de Deus emprestado, como fazia João Paulo II, quando passamos por tribulações que são difíceis de compreender. Os olhos de Deus nos mostram os porquês. Eu acredito que a cruz é o sinal de Cristo. Deixou de ser o símbolo do mal para ser o símbolo da VITÓRIA.
É muito bom poder falar sobre tudo isso, pois como diz o meu marido, tudo tem seu tempo e sinto que o meu foi agora. Nossa vida é feita de momentos, de alegrias, de tristezas, incertezas, felicidades. A vida nos apresenta muitos obstáculos, mas é nesse vai e vem que ela nos mostra que tudo tem um motivo para ser vivido, nada nos é dado sem que tenhamos condição de superação. É nas dificuldades e tb nas alegrias que, com a graça de Deus, tiramos força para nosso crescimento, evolução e sabedoria. E sabendo que nada é eterno, temos que buscar um equilíbrio na certeza que ” isso também passará”.
O câncer de mama precisa ser muito divulgado, é muito importante que todas as mulheres saibam da importância dos exames frequentes, do auto exame, mesmo antes dos 40 anos. Os maridos podem e devem ajudar. Preciso muito dizer que no meu caso, como já disse, quem descobriu foi o meu marido. Meu exame de rotina seria em novembro e olha quantos meses ele antecipou! 10 meses! Fez toda diferença, tendo em vista que meu tipo era de crescimento rápido. Sim, somos muito católicos e acredito que tenha sido um sinal de Deus, mas o que realmente importa é que os maridos podem ajudar! Afinal que marido não gosta de fazer uma vistoria nesse setor não é mesmo rsrsrsrs?
Sei que nem todas mulheres tem a sorte da descoberta precoce, então fica aqui o nosso apelo familiar, façam exames médicos de rotina, exames de auto toque e também exames de toque do marido! Um beijo,

Fonte: EXTRA

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QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA: CUIDADOS GERAIS

O site Oncoguia listou alguns cuidados gerais para quem vai começar o tratamento, veja:

Atitudes que podem evitar complicações•  Não fume.
•  Não consuma bebidas alcoólicas.
•  Evite alimentos condimentados e muito açucarados.
•  A higiene oral deve ser feita com escova com cerdas macias e fio dental.
•  Não use colutórios, exceto quando indicado pelo dentista ou equipe médica.Repouso

A fadiga durante o tratamento é um efeito colateral comum. Submetido a estes tratamentos, em especial, a radioterapia, o organismo despende grande quantidade de energia na reparação de estruturas irradiadas. É importante que você reconheça seus novos limites e os respeite, estabelecendo horários de descanso ao longo do dia.Dieta

Durante o tratamento, você deve manter uma dieta balanceada, evitando a perda de peso. É muito importante que você corrija eventuais distúrbios durante o tratamento. Sempre que houver diarréia ou dificuldade para alimentação, a equipe médica deve ser avisada.

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GRAVIDEZ E QUIMIOTERAPIA

Descobrir que está grávida é um dos momentos mais especiais para a maioria das mulheres. E se ao mesmo tempo ela recebe o diagnóstico de câncer? Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, ao ano, são registrados no país 57.120 novos casos somente de câncer de mama, um dos tipos de maior índice.

Dr. Waldemir Rezende, mastologista do Centro de Medicina Fetal e Perinatal do Hospital Samaritano de São Paulo, explica que o País já conta com atendimento de ponta, diferenciado e especializado para casos de alta complexidade, com acesso à procedimentos inovadores.

“É necessário desvendar o mito de que a quimioterapia prejudica o desenvolvimento do bebê ou a saúde da mãe, durante a gestação. A droga escolhida para cada tratamento não oferece qualquer agressão ao feto, já que a placenta retém a maior parte da quimioterapia”.

Segundo o médico, a quimioterapia é realizada a partir da 12ª. semana de gestação e, no fim, faz uma pausa programada de três semanas antes do parto. “Quando o bebê nasce não há qualquer contato com a droga. O próprio organismo elimina”, destaca o especialista.

Os tipos mais relevantes de câncer em gestantes são: mama, tireoide, linfoma, leucemia, estômago e colorretal (cólon e reto).

“Antecedentes familiares, de primeiro grau, além de gravidez cada vez mais tardia, são os principais fatores de risco. Mas, acima de tudo, deve-se entender que não é necessário desespero. Todos têm oportunidade ao atendimento especializado”, aconselha o especialista.

E, para finalizar, Dr. Rezende destaca: “Com diagnóstico e tratamento precoce, a cura aproxima-se de 100%”.

Fonte: Tribuna na Bahia

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BANCO DE LENÇOS AJUDAM MULHERES QUE ENFRENTAM QUIMIOTERAPIA

Vocês já conhecem o Banco de Lenços Flávia Flores? Tem uma reportagem que saiu na Veja falando sobre!! Confira a seguir:

“No Hospital Santa Paula, Flávia Flores e Paula Gallo coordenam projeto que já ajudou mais de 1 000 pacientes.

Em outubro de 2012, a ex-modelo Flávia Flores recebeu a notícia de que havia desenvolvido um câncer de mama. O que seria motivo de tristeza, no entanto, transformou-se em desafio para não deixar baixar a autoestima. “Após enfrentar as primeiras sessões de quimioterapia, comecei abuscar formas para me manter bonita”, relembra.Sua estratégia foi criar uma página no Facebook e oferecer dicas de beleza a outras pacientes em situação semelhante.

A iniciativa chamou a atenção da economista Paula Gallo, diretora de marketing do Hospital Santa Paula, na Vila Olímpia, que a procurou para propor uma parceria. Assim, no fim do ano passado, as duas fundaram o Banco de Lenços, com o objetivo de arrecadar e distribuir as peças a mulheres que perdem o cabelo durante o tratamento contra a doença. “A inspiração veio de uma ação parecida, mas envolvendo perucas”, explica Flávia. Em menos de um ano, o projeto recebeu mais de 4 000 doações. Cerca de 1 000 itens, a maioria de segunda mão, foram passados adiante após ser higienizados e esterilizados. “Enviamos lenços até para fora do Brasil, para países como Portugal e Espanha”, diz Paula.

Para receber o acessório, é preciso preencher um cadastro no site da organização.Caso a interessada se sinta à vontade, também pode compartilhar sua história pessoal.“Escolhemos até a cor do lenço que vamos entregar, de acordo com a personalidade de cada paciente”, afirma Flávia. Feito o pedido,o
artigo é enviado pelo correio. O principal ponto de coleta de doações é o Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, mas há parceiros que colaboram na arrecadação das peças, como a escola de inglês CNA, a lavanderia Lavebras, o instituto CIEE e a agência de viagens LeBlog.
A própria Flávia às vezes dá “expediente” no centro de saúde,como conselheira das mulheres em tratamento no local. “Costumo ficar ali ensinando-as a fazer diversos tipos de nó nos lenços”,explica. “O momento de enfrentar um câncer é muito complicado e triste. Meu objetivoé devolver a alegria e a vontade de viver às pacientes”, completa.

Banco de Lenços. Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula – Avenida
Santo Amaro, 2382, Vila Olímpia, 3040-8000. www.bancodelencos.com.br

Fonte: VEJA

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EMPRESÁRIA CARIOCA FAZ A DIFERENÇA NA LUTA CONTRA O CÂNCER INFANTIL

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A empresária Renata Cordeiro Guerra poderia escrever um livro daqueles para se ler com uma caixa de lenços do lado, para aplacar poças de lágrimas. Mas muito pelo contrário: ela encontrou na doença do filho, Felipe – um tumor cerebral que o venceu em abril deste ano -, forças para lutar, resistir e continuar sua história com a inauguração do Instituto Todos Com Felipe, num escritório montado em sua própria casa, na zona sul carioca.

Mas muito antes disso, desde 2009, Renata presta assistência a crianças e adolescentes com algum tipo de enfermidade, sobretudo àquelas com câncer. “Consegui construir a emergência do INCA, porque a falta de qualidade no atendimento era absurda. A taxa de mortalidade diminuiu e as crianças ganharam sobrevida desde então”, diz ela. Por causa do tempo dedicado a Felipe, a empresária se tornou uma referência de luta e os amigos começaram a contar com sua consultoria sobre doações para ONGs que realizam bons trabalhos. “Eu fazia o meio-campo para as pessoas que queriam ajudar e vi um caminho se abrir. Por que não fazer um instituto? Meu pai é advogado e disse que não era tão difícil”, contou ela, que, em setembro, através de doações de pessoas físicas e jurídicas, também conseguiu construir a Brinquedoteca Felipe Cordeiro Guerra Nigri, no Hospital Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, uma referência no estado para cirurgia e tratamento de crianças e adolescentes com lábio leporino e fissura lábio-palatal.“Enquanto esperavam as consultas, as crianças brincavam na lama. Aquilo me emocionou, juntei parceiros e construí uma área de 100 metros quadrados que atualmente atende 300 crianças. Hoje elas não querem mais sair de lá e o local virou um oásis”, explica.

Renata descobriu a doença do filho em 2005. De lá até abril deste ano, quando o heroico rapazinho faleceu, aos 13 anos, foram inúmeros tratamentos, incluindo quimioterapias, radioterapias, cirurgias, fisioterapias, tratamentos em hospitais no exterior e no Brasil. “Não consigo ficar parada. Se ficar pensando na morte do Felipe, enlouqueço. Esse trabalho me dá uma satisfação tão grande que transforma minha dor em amor”, ensina ela.”Não adianta ficar jogada numa cama chorando. Não faria bem para mim, nem o Felipe gostaria disso e tenho uma filha a quem dar atenção”, diz.

Felipe era superpopular entre os coleguinhas e seus amigos, que sempre o visitavam nos hospitais depois das cirurgias, vão fazer uma festa com renda revertida para o Instituto no dia 25.  “Amigos e familiares têm que estar do lado da criança e isso faz total diferença no tratamento. No caso do câncer, o acompanhamento dos pais e a fé movem montanhas, as portas se abrem e as pessoas encaram a doença de uma outra forma. Se você é derrotada e faz quimioterapia, sai sofrida da sala. Mas se você leva um jogo de tabuleiro e joga com as crianças, eleva o astral, dá esperança e motivação. Nunca desabei quando Felipe estava entre nós e só chorei quando ele morreu. Minhas amigas dizem que têm vergonha de falar que estão chateadas porque o filho fez algo que elas não gostaram, porque eu estou sempre bem. Ainda tenho uma filha e deixo para ficar triste na análise, nos quilômetros de corrida. Cada um pensa de uma forma”, diz Renata, afirmando que o filho sabia por tudo o que estava passando. “Quando ele ficou doente pela segunda vez (2009), falou: ‘Mãe, não tive infância e não vou ter adolescência, né?’. Nunca neguei, mas também não falava sobre como iriam acontecer certas coisas. Sempre dizia que estávamos juntos e que nunca iria deixá-lo de lado. Éramos grudados. Ele era uma pessoa que trocava energia, muito resignado, persistente, queria ir aos tratamentos e lutava pela vida. Tinha maior bom astral e o poder de me acalmar. Transmitia uma paz…Converso sempre com ele”

Renata tem o coração tão grande, cheio de esperança e amor, que ainda divide um sonho: “Construir um hospital para crianças com câncer, que seja referência no assunto”.

Fonte:(Revista Época)

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NOVO REMÉDIO PARA CÂNCER DE PELE CHEGA AO MERCADO AMERICANO

NOVO REMÉDIO PARA CÂNCER DE PELE CHEGA AO MERCADO AMERICANO

Chegou às farmácias dos Estados Unidos um remédio que pode ajudar a combater o câncer de pele em estágio avançado. Por enquanto, a venda é só por lá e os preços são astronômicos.


Fortalecer o nosso sistema imunológico para combater o câncer é o que faz uma nova geração de remédios que tem despertado a esperança de médicos e pacientes. A agência que regulamenta os medicamentos nos estados unidos, a FDA, recentemente aprovou o uso de uma substância indicada para pessoas que tem melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.


Nas células de defesa do corpo, existe uma proteína chamada PD-1. Ela evita que o nosso sistema imunológico ataque tecidos saudáveis. O problema é que ela reage com uma proteína da célula tumorosa, facilitando o ataque do câncer. O pembrolizumabe – que é a base desse novo medicamento – bloqueia essa reação permitindo que o organismo lute contra o tumor.


Esse tratamento pode ser feito em pacientes que já estão com o câncer de pele em estado avançado e que não respondem mais aos outros tratamentos. Em um dos estudos feitos, a nova droga foi dada a 173 pacientes. Ao todo, 26% dos voluntários tiveram ou a redução do tumor ou o desparecimento dele.


O novo tratamento contra o melanoma chega ao mercado com um preço bem salgado: em média cada paciente deve gastar US$ 12,5 mil por mês para comprar o medicamento, o equivalente a cerca de R$ 30 mil. Em um ano, são R$ 360 mil. A expectativa é que a concorrência entre os laboratórios possa aos poucos ajudar a reduzir esse preço e tornar o tratamento acessível a cada vez mais pessoas.

Fonte:(Portal G1)

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QUIMIOTERAPIA X RADIOTERAPIA – QUAL A DIFERENÇA?

Sabemos que quando se trata de câncer cada caso é um caso e cada tratamento é único mas na maioria das vezes o paciente precisa passar por dois tratamentos mais tradicionais: quimioterapia e radioterapia.
Mas você sabe qual a diferença dos dois? Como e onde atuam?

Quimioterapia: tratamento onde se utiliza um conjunto de medicamentos para tratar o câncer. Essa medicação atua nas células doentes impedindo a sua divisão que acontece de forma rápida porém, na maioria das vezes, as células saudáveis também são atingidas e á a partir daí que aparecem os efeitos colaterais, como a queda de cabelos por exemplo.
A quimioterapia pode ser administrada por via endovenosa (aplicada nas veias ou no cateter) ou oral e é utilizada para:

  • permitir que o tumor reduza de modo a facilitar a cirurgia – tratamento neoadjuvante
  • contribuir para que a doença não volte a surgir após a cirurgia – tratamento adjuvante
  • retardar a progressão da doença ja localizada em outros órgãos, ou fazer que regrida – paliativo

Radioterapia: tratamento local que utiliza feixes de radiação ionizante capazes de destruir as células tumorais. É um tratamento feito em região bem determinada que engloba a área do tumor, com cuidado de preservar os tecidos vizinhos.
Como as células doentes, ao contrário das saudáveis, tem maior dificuldade de se recuperar das lesões provocadas pela radiação a radioterapia tira proveito disso e destrói as células tumorais sem comprometer a capacidade de regeneração das demais células.
Os objetivos da radioterapia são:

  • Após a cirurgia, eliminar células residuais malignas, suscetíveis a multiplicação, e assim diminuir o risco de reaparecimento do tumor – tratamento adjuvante
  • Antes da cirurgia, reduzir o tamanho do tumor e facilitar a intervenção cirúrgica – tratamento neoadjuvante
  • Controlar sintomas produzidos pelo próprio tumor ou metástases – paliativo

A radioterapia pode ser indicada isoladamente ou depois da quimioterapia. As radiações não são audíveis, nem perceptíveis e não causam dor.

Fonte:(Mama Help)

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EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA: DIARREIA E PRISÃO DE VENTRE

Como é sabido, cada tipo de câncer e cada tratamento causam diferentes efeitos colaterais.
Continuando nossa série sobre o assunto, hoje vamos falar sobre como lidar com a diarreia e a prisão de frente

Diarreia:
– quando esse efeito colateral aparecer é muito importante mantar a hidratação do corpo – é importante aumentar a ingestão de água, sucos chás e água de coco.– ingerir pequenas porções de alimentos durante todo o dia (6 vezes ao dia)
– evitar: alimentos laxativos, doces concentrados, leite de vaca, creme de leite, manteiga, queijos, verduras, cereais e pães integrais, além de frutas como mamão, laranja, uva, ameixa-preta.

Prisão de ventre (obstipação)
 – evite o consumo de cereais refinados (arroz branco polido, farinha de trigo refinada, fubá, semolina, maisena, polvilho);
– aumente o consumo de alimentos ricos em fibras
– beba no mínimo 2 litros de água por dia, a água ajuda no processamento das fibras e facilita a formação de bolo intestinal
– inclua na dieta leites fermentados ou suplementos contendo probióticos (lactobacilos etc).